Bruna Toni/Estadão
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Dia 2: pelas trilhas e cachoeiras da Estrada Real

Reserve um dia da estada em Tiradentes para conhecer a natureza do entorno e os caminhos históricos usados para levar ouro e diamantes das Minas Gerais ao portos do Rio de Janeiro

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 04h25

Natureza: Trilhas e cachoeiras

 

Cássio Barbosa, guia da aventura aos pés da Serra de São José, sugeriu que seguíssemos pela Caminho das Cachoeiras, nome que vem bem a calhar: foram quatro em um trajeto de 2 horas. 

A trilha, entre Tiradentes e São João Del Rey, é uma das que saem do marco zero da Estrada Real. Por ela, ou melhor, pelos caminhos que compõem a Estrada, ouro e diamantes das Minas Gerais foram transportados até os portos do Rio de Janeiro nos séculos 17 e 18. Segundo o Instituto Estrada Real, trata-se da maior rota turística do País. 

A Cachoeira do Bom Despacho nos recepcionou logo na saída – mais contemplativa do que para banho. Para chegar até a Cachoeira do Bem-Estar, essa sim ótima para mergulhar, é preciso certo esforço: levemente íngreme, o paredão de pedras exige força nas pernas e equilíbrio. Apesar da suadeira, não é uma subida muito longa e, depois dela, o resto do percurso fica mais plano.

Já na primeira parada, a vista forma um quadro de morros tomados pelo verde da vegetação baixa e pedras talhadas pela água. A paisagem se transforma: o que era íngreme, se torna plano; a terra vermelha cede espaço para a areia branca; os campos mais abertos de repente se fecham com os galhos da Mata Atlântica. 

Antes de partir, mais um banho nas águas geladas e cristalinas da piscina natural do Mangue. Os passeios são oferecidos por agências como a Estrada Real; de R$ 75 a R$ 120. 

​Bichinho: Bebericar ou brincar

“Há seis anos não tinha nada aqui”, diz o alambiqueiro Sérgio de Souza, nosso anfitrião na Cachaçaria Mazuma, cravada no distrito de Bichinho. De maio a outubro, época da safra, é possível acompanhar todo o processo com as máquinas e os homens trabalhando a todo vapor. Mas o ano todo o visitante é levado a conhecer o passo a passo da cana doce se transformando na bebida que desce queimando. 

Todo processo é sustentável e não produz lixo. Cada safra rende entre 16 mil e 20 mil litros de cachaça, que ganha sabor pela madeira dos barris (bálsamo, carvalho americano e jequitibá), onde repousa por pelo menos 10 meses. Quem faz o tour (gratuito) tem direito à degustação – as garrafas custam de R$ 55 a R$ 140. Inclua no seu roteiro de alambiques o Tabarôa e o Velho Ferreira.

Com crianças

 

No caminho da cachaçaria, uma casa engraçada e torta chama a atenção. A colorida fachada da Casa Torta já indica que ali a liberdade e a criatividade são bem-vindas. Construído pelo casal de artistas cariocas Renato e Lu, o espaço cultural e lúdico tem jogos de tabuleiro, pebolim, cama elástica... O ingresso para 1 hora custa R$ 15.

Onde comer: Da fazenda e de fora 

Pau de Angu

Restaurante-fazenda ideal para repor energias depois da trilha. Fica no distrito de Bichinho e tem cardápio essencialmente mineiro – apesar de a chef Leonidia Bezzerra ser capixaba. As verduras e legumes vêm da horta local. Provamos pastéis de angu (R$ 24) e costelinha (R$ 148, para quatro pessoas). De sobremesa, doce de coco, o melhor que já comi. Só aceita dinheiro. Telefone: (32) 99948-1692.

Atrás da Matriz

De volta ao centro, é boa ideia sobretudo para o jantar. Seus principais pratos são distintos: bacalhau e pizza. “Bacalhau é ame ou odeie. E pizza ainda não tinha na cidade”, nos explicou o casal Arlete Santos e Gustavo Dias. Pedimos torresmo de bacalhau 

(R$ 14), bem sequinho, bacalhau fumeiro (R$ 98) e pizzas (partir de R$ 49), com destaque para a de gorgonzola com abobrinha. Fecha às quartas-feiras. 

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