Dias de Heisenberg pelas ruas de Albuquerque

Na (até então desconhecida) cidade do Novo México, tours para conhecer mais sobre a rotina dos traficantes White e Pinkman

Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

25 Agosto 2014 | 17h36

" SRC="HTTP://CMS11.ESTADAO.COM.BR/CMS/ICONS/MM.PNG" STYLE="FLOAT: LEFT; MARGIN: 10PX 10PX 10PX 0PX;

Breaking Bad chegou ao fim em 2013, encerrando a carreira de crimes de Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul). Mas não em Albuquerque. A cidade às margens do deserto, onde as chuvas são raras (são cerca de 310 dias de sol por ano) e a criminalidade, alta (53% acima da média nacional), capitalizou o sucesso da série de TV. Estima-se que a trama, sobre um professor de química com câncer de pulmão que começa a produzir drogas para deixar sua família em boas condições financeira depois de sua morte, tenha aportado US$ 70 milhões a mais na economia local.

Parte deles, injetados graças aos inúmeros tours pelas locações. Há, inclusive, um de trailer – como o que White e Pinkman usavam para fabricar metanfetamina no início do negócio, ainda na primeira temporada. O site de turismo de Albuquerque criou até um mapa com pontos importantes da série para quem preferir explorar a cidade por conta própria. É possível, por exemplo, fazer um lanche no Los Pollos Hermanos – ou melhor, no Twisters, que serviu de locação para a rede de fast-food de Gus Fring. Fãs, fiquem atentos: a unidade que vocês procuram fica em Isleta Blvd, 4.257 (há outras filiais na cidade). Mas, ao contrário do Pollos, há poucos pratos com frango no menu. O forte da casa são burritos e hambúrgueres.

Estão listados também o lava-rápido onde Skyler (Anna Gunn) e White lavavam não apenas carros, mas também dinheiro (que, na realidade, não se chama A1A, mas Octopus); a casa onde eles viviam com os filhos, Walter Jr. e Holly; o imóvel que Pinkman comprou de sua família e também o conjugado onde morava lado a lado com a namorada, Jane.

Vale dar uma passadinha também na The Candy Lady (San Felipe 424), doceria com mais de 30 anos de tradição em Albuquerque que ampliou seu ramo de atividade vendendo blue meth. Não se preocupe, não é nada ilegal. Trata-se apenas de balas coloridas de azul, a cor característica do produto que White e Pinkman produziam – custam apenas US$ 1 cada.

O mais interessante é saber que Walter White oferecia exatamente esses mesmos docinhos para seus exigentes clientes. Isso porque a produção da série procurou Debbie Ball, a dona do estabelecimento, pedindo se seria possível fazer algo do tipo. Até a segunda temporada, tudo o que era produzido ia para White e companhia. Com o sucesso do show, Debbie passou a vender também para o público. E ampliou os negócios: hoje comercializa camisetas, chapéus no estilo de Heisenberg (codinome de White) e até oferece tours de limusine para algumas das locações.

Melhor chamar... Sim, é muito fácil explorar Albuquerque por conta própria, com um mapa em mãos. Mas, para que sua diversão seja completa (e inclua histórias de bastidores), é melhor chamar não o Saul, mas alguns dos tours especializados.

São muitos. O pioneiro é o Bad Tour do ABQ Trolley, que leva os visitantes por um passeio de 3h30 pelas locações da série. Não se trata de um passeio hop on-hop off; os turistas ficam quase todo o tempo no veículo, e é de lá que você irá fotografar. Com o fim da série, Mike Silva e Jesse Heron criaram o Bad Tour 2.0, apenas com locações da última temporada. Cada passeio custa US$ 25.

Nos mesmos moldes, o Breaking Bad RV Tours leva os turistas em um motorhome similar ao que Jesse e White usavam no começo de seu negócio. Custa US$ 65 e, segundo o site da companhia, os guias trabalharam, de alguma forma, na série.

Para quem quer mais mobilidade e não se incomoda de pedalar sob o sol, o Biking Bad Tour foi feito para você. Há cinco tipos de passeios – um deles, sob a perspectiva de Jesse Pinkman. Preços a partir de US$ 50.

E, por falar em Saul, vale lembrar que uma nova série (spin-off), tendo o advogado como protagonista – e chamada Better Call Saul –, está confirmada para começar em fevereiro do ano que vem. Com locações (adivinhe?) em Albuquerque. Ou seja: novos tours devem vir por aí.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.