Dias de praia, sol e água de coco

Jericoacoara

O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2012 | 03h13

Jeri caiu nas graças dos turistas e ainda é cheia de graça. O paraíso antes intocado - há dez anos não havia luz elétrica - ganhou pousadas e restaurantes arrumadinhos, mas mantém o clima rústico nas ruas de areia e noites embaladas por forró. O acesso continua difícil: são 300 quilômetros de Fortaleza até Jijoca e mais 40 minutos no sacolejo de jardineiras ou 4X4. Até pelo esforço, vale ficar pelo menos quatro dias por lá. A Praia Jericoacoara, a principal, tem águas rasas e morninhas, ideais para relaxar. Do lado esquerdo, a Duna do Pôr do Sol reúne a vila toda para ver o sol descer no oceano - que, como todo show, termina com aplausos. A Pedra Furada, esculpida pelo mar em forma de arco, é outro clássico (vá a pé ou de buggy). Os carrinhos levam também às lagoas do Paraíso, Azul e da Torta, para comer peixe fresco e relaxar nas redes dentro d'água.

Praia do Forte

Em um trecho privilegiado do litoral baiano, a Praia do Forte ganhou fama por abrigar projetos de preservação ambiental: o pioneiro Praia do Forte Eco Resort e as sedes do Tamar e Instituto Baleia Jubarte. Ver tartarugas marinhas e baleias (de julho a outubro) faz parte de qualquer roteiro, mas há outras emoções. Na Reserva de Sapiranga, o visitante percorre trilhas pela Mata Atlântica a pé ou de quadriciclo, com paradas para banho no Rio Pojuca e visita às ruínas do Castelo Garcia D'Ávila, de 1624. Outra forma de admirar o cenário é voando de parasail. O que fazer após a praia? Aposte na Avenida ACM, com suas lojinhas e restaurantes.

Carneiros

Não é extensa, mas reúne tudo de que um cartão-postal precisa: mar verde, areia clara à sombra de coqueiros e piscinas naturais repletas de peixes. Embora o acesso por propriedades privadas e estradas de terra seja complicado, Carneiros vive cheia de turistas que desembarcam de catamarãs vindos, principalmente, de Porto de Galinhas. Faça o contrário. Hospede-se ali mesmo, curta o sol e experimente os petiscos de bares como o Bora-Bora e o Sítio da Prainha. Só depois embarque em um passeio de catamarã pelas praias desse trecho quase deserto do litoral sul de Pernambuco. Indispensáveis: banho de argila na Praia de Guadalupe, nas piscinas naturais da Ilha do Coqueiro Solitário e mergulho na Ilha de Santo Aleixo.

São Miguel do Gostoso

Gostoso é aproveitar o vento para entrar na onda do kite e do windsurfe, conhecer belas praias e ouvir causos da idade do Brasil. A 100 quilômetros de Natal, São Miguel do Gostoso é gostosa por ser pouco explorada. Ainda. No verão, sopram os ventos que fazem dela um dos melhores points do mundo para a prática de esportes náuticos. A turma do kitesurfe e do windsurfe vai à Praia do Santo Cristo. A pé ou de buggy chega-se a outras encostas, como a Praia do Reduto, vilarejo de pescadores, rendeiras e lendas. De Reduto partem barcos para Tourinhos, com suas dunas petrificadas e a pedra furada que, na maré alta, faz jorrar água no fenômeno suspiro da baleia. E, por favor, fique para o pôr do sol.

Morro de São Paulo

Virou hit baiano, bem diferente daquele pacato vilarejo de 20 anos atrás, apesar do difícil acesso: 1h30 de barco a partir de Valença. Ganhou restaurantes e hotéis sofisticados - a maioria na Rua Caminho da Praia -, mas sua beleza continua irretocável. Em Morro, tudo é feito a pé ou de charrete. As praias Primeira e Segunda têm estrutura, enquanto Quarta e Quinta são menos frequentadas e mais tranquilas. Da Terceira Praia saem charretes para as seguintes e passeios de barco. O que segue pelo sul da ilha visita as piscinas naturais de Guarapuá e Moreré. Pelo norte, o roteiro leva à Ilha dos Amores, Praia da Gamboa e Ponta do Curral. Ah, aproveite sua estadia para mergulhar.

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