Edison Veiga|Estadão
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Dinamarca

A sorte de ir a um restaurante estrelado por estar em três

Edison Veiga, O Estado de S. Paulo

05 Abril 2016 | 04h30

É um tanto irônico e acabou se tornando um chiste da viagem: só porque levamos um bebê, conseguimos garantir o ponto alto, em nossa opinião, da estada em Copenhague: o almoço no estrelado restaurante Noma, um dos três que costumam oscilar no topo da lista dos melhores do mundo – e que deve fechar as portas no fim deste ano. 

Isso porque conseguir uma reserva no concorrido endereço, com apenas 40 lugares, é uma tarefa que começa meses antes. Para ser preciso, 120 dias, quando a agenda do mês desejado é aberta. Ok, em nosso caso a aventura teve início mais cedo ainda, quando enviamos um e-mail ao restaurante perguntando se uma criança de menos de 2 anos seria, hum, bem-vinda. 

A resposta foi positiva e seguida de uma orientação e um comentário. A orientação: na hora de reservar, embora ele não pague, não se esqueçam de marcar uma mesa para três pessoas – porque o restaurante precisa prever um espaço, afinal. O comentário: se ele se cansar – afinal, são 22 pratos em uma aventura gastronômica de 4 horas de duração –, não se preocupem; vocês podem sair da mesa, dar uma volta e retomarão o menu do mesmo ponto. 

Na data em que as reservas para o mês em que estaríamos em férias foram abertas, botamos o despertador para as 4h45 (o sistema abriria às 5 horas, pelo horário de Brasília). Entramos no site e éramos o número 945 da fila virtual. Uma hora e meia depois, quando chegou nossa vez, não havia mais mesa para o mês todo – considerando a reserva de dois lugares. 

Foi quando nos lembramos da orientação: precisávamos marcar três lugares. Aí, pimba, abriram três datas disponíveis; em uma delas, estaríamos mesmo em Copenhague. Foi o nosso dia.

Se cabe um resumo da ópera, vale cada coroa dinamarquesa a experiência gastronômica do Noma – a degustação custa a partir de 700 coroas (R$ 386) por pessoa. Por incrível que pareça, é um restaurante que faz com que o cliente se sinta almoçando na casa de um amigo. Ou seja: ter um bebê ali não é problema, e, apesar da badalação do lugar, não houve motivo para qualquer constrangimento. 

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Outros passeios. Claro que Copenhague não se restringiu ao Noma. A capital dinamarquesa tem bons parques para quem gosta de aproveitar o verão ao ar livre. Churchillparken, com suas construções entremeadas por imensas áreas verdes, é um convite a uma gostosa caminhada. 

O parque, de 2 hectares, foi criado em 1965, em uma região que originalmente fazia parte da esplanada ao redor de Kastellet, fortaleza militar do século 17, ainda preservada. Fica no parque também a sede da igreja anglicana de Copenhague, a St. Alban. 

Mais antigo, o Orstedsparken, de 1879, tem 6,5 hectares e é um verdadeiro convite a piqueniques às margens de seu lago. 

Também fica na capital dinamarquesa o Tivoli Gardens, o segundo mais antigo parque de diversões em operação no mundo, em funcionamento desde 15 de agosto de 1843. Simples, mas aconchegante – sem brinquedos de última geração ou efeitos especiais, tem gosto de parquinho de infância e é o mais visitado da Dinamarca. São mais de 4 milhões de pessoas por ano em busca de atrações clássicas: montanha-russa, carrossel ou um passeio ao redor da simpática lagoa.

Antes de partir, uma grata surpresa: o aeroporto de Copenhague tem um imenso “espaço família”, com escorregador, jogos de computador, brinquedos e outros passatempos.

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