Nathalia Molina @ComoViaja
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Disney inaugura montanha-russa de 'Guardiões da Galáxia'; confira

O 'Viagem' andou na Guardians of the Galaxy, atração repleta de efeitos especiais. Confira outras atrações

Nathalia Molina, Especial para o Estadão

24 de maio de 2022 | 05h00

Flutuar pelo espaço, girando em torno da Terra, enquanto tudo, da visão à sensação corporal, ocorre de maneira sincronizada com o som típico da década de 1980. A nova montanha-russa Guardians of the Galaxy – Cosmic Rewind abre na sexta-feira, 27, no Epcot, para o público, mas a imprensa mundial foi convidada a experimentar antes essa, que é uma das principais novidades tecnológicas da Disney para essa temporada de verão nos Estados Unidos. Aliás, o parque vem investindo em atrações e serviços que usam a tecnologia para ampliar e melhorar a experiência do público no complexo.

Primeira montanha-russa do Epcot e primeira atração inspirada no filme Guardiões da Galáxia na Disney, ela é também a primeira montanha-russa com lançamento reverso no complexo de Orlando. Além disso, conta com carrinhos que giram 360°: é uma omnicoaster. “Nós botamos essa tecnologia numa montanha-russa, então podemos movê-los na direção que queremos que vocês vejam a ação, enquanto o carrinho segue em velocidade”, explicou Steve Spiegel, integrante do time da Disney Imagineering, setor da empresa que trabalha no desenvolvimento de atrações.

O percurso da Guardians of the Galaxy é realizado no escuro, com diversos efeitos especiais. É a maior montanha-russa indoor dos Estados Unidos, com 18.600 m². O espaço é tão grande que lá dentro caberiam quatro Spaceship Earths (para quem não está ligando o nome ao objeto, assim se chama aquela bola símbolo do Epcot).

Experimentei o percurso no evento de apresentação das atrações à imprensa mundial – parte da celebração dos 50 anos da Disney, que começou em outubro do ano passado e continua até março de 2023. O trajeto é suave, como se o carrinho de fato voasse. Como é usual na Disney, é uma montanha-russa para a família, sem golpes radicais, trancos ou loopings. Minha única recomendação: não coma antes de ir e olhe sempre para a direção onde o carrinho apontar, para não enjoar com os giros.

Estou longe de ser uma fã ardorosa de montanha-russa. Antes de embarcar, tive medo que o lançamento para trás, junto com o giro de 360° graus dos carrinhos, seria uma combinação muito forte. No fim, esse jogo resulta numa gostosa e divertida sensação de voar.

Trilha sonora e ambientação

O contato com Rocket, Baby Groot, Gamora e outros personagens do filme começa já na fila, toda coberta, no pavilhão The Wonders of Xandar do Epcot. “A gente trabalhou muito com os próprios atores. Na fila, há mais de 75 minutos de conteúdo original gravado com eles. Os nossos Disney imagineers (grupo de criadores das atrações do parque) visitaram os sets de Guardiões da Galáxia 3 para montar esse pedaço”, explicou Ana McCarthy, porta-voz da Disney para o mercado brasileiro, durante o evento. “A gente também tem mais de duas horas de músicas criadas pelo compositor do filme (Tyler Bates).”

Everybody Wants to Rule the World, do Tears for Fears, foi a minha primeira trilha sonora na Guardians. Depois de testar 100 canções diferentes para a sonorização da montanha-russa, os engenheiros da Disney chegaram a seis – as outras são: I Ran (So Far Away), de A Flock of Seagulls; September, com Earth, Wind and Fire; Conga, com Gloria Estefan; Disco Inferno, de The Trammps; e One Way or Another, com Blondie. “Eles queriam ter certeza de que as batidas das músicas ornassem com o movimento do carrinho e dos trilhos”, diz Ana. Você nunca sabe que música será tocada até a hora do lançamento.

A atração é um marco na transformação pelo qual vem passando o Epcot. Depois de ter o espaço da França totalmente renovado no World Showcase, tendo como tema Ratatouille, a animação da Pixar com o ratinho Remy por Paris, o parque destaca suas outras três partes. 

No World Nature, está sendo construída a Journey of Water, atração da personagem Moana, ainda sem data de inauguração. Para a celebração dos 50 anos, a Beacon of Magic, nome da iluminação comemorativa, destaca a Spaceship Earth (no World Celebration), assim como os ícones dos outros parques: o Castelo da Cinderela, no Magic Kingdom; a Árvore da Vida, no Animal Kingdom; e a torre do Hollywood Studios.

Tecnologia à mão nos parques e nos hotéis

No complexo como um todo, a Disney vem apresentando outras novidades tecnológicas. A MagicBand, pulseira que serve para executar ações como abrir a porta do quarto nos hotéis da marca e fazer compras nos parques, recebeu um upgrade. Com lançamento previsto para o meio deste ano, mas sem preço divulgado, a MagicBand+ faz tudo o que a anterior fazia e mais. 

Permite, por exemplo, interagir com personagens. Ao passar por uma das estátuas douradas, espalhadas nos quatro parques, o visitante será avisado pelo brilho da MagicBand+. Aí é balançar o braço para ouvir as vozes. No total, 50 personagens podem ser encontrados em 36 estátuas. No Animal Kingdom, por exemplo, Timão, Pumba e Simba, da animação O Rei Leão, estão diante da Árvore da Vida.

Até o fim do ano, o Hey Disney, com a tecnologia Alexa, chega aos hotéis do complexo. Por meio da TV, os hóspedes poderão pedir informações sobre serviços, programar alarmes e ouvir 25 personagens.

E fãs da saga criada por George Lucas já podem sonhar com uma viagem pelo Star Wars: Galactic Starcruiser. A atração, que funciona como um hotel imersivo, na área temática da franquia no Hollywood Studios, abriu em março deste ano apenas para o público dos Estados Unidos e do Canadá.

Na experiência de duas noites, os viajantes se tornam parte da saga, interagindo com personagens, tripulantes e outros passageiros. As janelas do Halcyon Starcruiser mostram diferentes ângulos da galáxia, conforme o percurso muda entre destinos. A brincadeira inclui hospedagem e entretenimento em Star Wars: Galaxy’s Edge.

A ambientação nas atrações dessa área do parque, por si só, já são espetaculares, seja na missão de pilotos e atiradores em Millennium Falcon: Smugglers Run (um simulador de voo) ou na batalha contra a Primeira Ordem em Star Wars: Rise of the Resistance (em carrinhos que deslizam pelo solo).

O que mais ver na Disney

Como os Estados Unidos abriram para brasileiros só em novembro do ano passado, algumas atrações da Disney ainda são novidade para muita gente que planeja ir a Orlando. Vão aqui algumas delas.

Remy’s Ratatouille Adventure (Epcot): É literalmente uma delícia essa voltinha pela cozinha com o ratinho chef da animação da Pixar. Você sente cheiro de comida, o calor do fogão e o espirro gelado de um champanhe estourado. O carrinho roda bastante, o que pode deixar algumas pessoas enjoadas – não coma antes de ir, pode causar indigestão.

Enchantment Disney (Magic Kingdom): O show noturno, de 15 minutos e com fogos, continua tendo o Castelo da Cinderela como foco, no primeiro parque da Disney na Flórida. Mas o encantamento, como o nome propõe, desde 1.º de outubro do ano passado se estende à Main Street (foto), rua principal do Magic Kingdom. As projeções levam os visitantes ao mar com Moana e às nuvens com Aladdin, entre personagens da Disney e da Pixar.

Harmonious (Epcot): O parque vem passando por várias transformações e também ganhou outro show noturno na abertura da festa dos 50 anos, em 2021. Por 20 minutos, iluminação, fogos e animações projetadas no centro do lago apresentam 15 músicas de desenhos da Disney e da Pixar, incluindo os temas de Frozen e Viva – A Vida é Uma Festa.

Mickey & Minnie’s Runaway Railway (Hollywood Studios): A primeira atração que tem Mickey e sua turma como protagonistas foi inaugurada pouco antes do fechamento do parque por causa da pandemia, em 2020. Assim, muita gente não pôde fazer esse passeio de trem. Agrada a crianças e adultos.

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