Do Pacífico a uma imersão arqueológica

Depois de se despedir de Cuenca, é hora de atravessar a fronteira rumo ao Peru, numa viagem de ônibus de pelo menos 6 horas por US$ 15. O trâmite se dá próximo à cidade de Huaquillas e costuma ser rápido e tranquilo, desde que você tenha os documentos necessários - passaporte e o papel recebido da imigração ao entrar no Equador.

MÁNCORA , O Estado de S.Paulo

10 Junho 2014 | 02h07

Como primeiro ponto de parada no Peru, elegi a cidade litorânea de Máncora, perfeita para recarregar as energias para o que virá pela frente. A diferença entre os dois países é sentida logo de cara, tanto na geografia mais árida do litoral peruano como nas construções feitas de madeira e bambu, que dão um toque charmoso ao lugar, além dos mototáxis que parecem importados do leste asiático.

Máncora é popular entre surfistas iniciantes, com boa oferta de escolas para quem quiser tentar o esporte. As ondas não são muito grandes e a companhia de pelicanos caçando anchovas nas proximidades cria um clima ideal para cair no mar.

A vida noturna costuma ser agitada apenas nos fins de semanas, com festas em hostels e bares da orla e do centro. A cidade tem seu porto de pecadores, então, não deixe de provar frutos do mar e o mais famoso prato peruano: o delicioso ceviche.

Chiclayo. Depois de desfrutar da brisa à beira-mar do Pacífico, hora de partir para uma imersão ao legado das civilizações pré-incaicas do norte peruano. A base é Chiclayo, cidade com quase 600 mil habitantes, a cerca de cinco horas de Máncora.

Fundada em 1560, possui um centro histórico interessante, com destaque para o vibrante Mercado Modelo, onde é possível comprar roupas, ervas medicinais e outros artigos típicos.

Na cidade funciona ainda a pitoresca Feira das Bruxas, onde há toda sorte de artigos de feitiçaria, desde ervas com poderes de cura até cactos de São Pedro, usados desde os tempos da cultura moche, que dominou o pedaço muito antes dos incas, em rituais de conexão espiritual com esferas superiores.

Aliás, a região é rica em sítios arqueológicos. Ali está, por exemplo, a Huaca Rajada, onde foi encontrado o Señor de Sipán (leia mais abaixo). / PEDRO SIBAHI, ESPECIAL PARA O ESTADO

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