Dois circuitos e muito desafio no trajeto para as torres

Batizadas de acordo com as letras que suas trilhas formam no mapa, rotas estão entre as preferidas dos aventureiros

Suely Andreazzi PUERTO NATALES, O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2010 | 03h22

 
Los cuernos. Picos chegam a 2.500 metros de altura

As trilhas do Parque Torres del Paine são praticamente unanimidade entre os apaixonados por trekking. Para eles, pelo menos uma vez na vida se deve caminhar na paisagem patagônica e vencer o clima instável da região: chuva, vento e sol em repentinas e rápidas mudanças.

A reserva tem dois circuitos demarcados, batizados de acordo com a letra que as trilhas formam no mapa. Os menos experientes ficam com o W, que tem 76 quilômetros, percorridos em até cinco dias. Quem pode abusar do preparo físico opta pelos 90 quilômetros do O - que exige pelo menos nove dias para ser terminado.

Refúgios, campings e hotéis (um deles, cinco-estrelas) servem como pontos de apoio. É preciso fazer reserva e evitar o outono e o inverno, quando todos ficam fechados. A lista está no http://www.torresdelpaine.com/

Idas e vindas. Uma subida de duas horas, a mais extenuante do percurso, inaugura a viagem a pé pelo circuito W. A dica no primeiro dia é se livrar do peso e carregar o essencial - ida e volta são pelo mesmo caminho.

A 940 metros de altitude se avista o Glaciar Balmaceda. Uma parada no Refúgio Chileno ajuda a retomar o fôlego depois de 8 quilômetros, antes de encarar La Morrena, a íngreme trilha de 400 metros cuja inclinação chega a 45 graus. Vencido o desafio, a recompensa vem no encontro com as três torres de granito,Norte, Central e Sul (a mais alta, com 2.850 metros), que atestam as transformações glaciares que modelaram aquela paisagem.

Caminhar ao lado do Monte Almirante Nieto e do Lago Nordenskjold são as tranquilas missões do segundo dia. Bosques de calafate enfeitam o trajeto até a segunda maior atração do parque, os Cuernos del Paine. São três picos pontiagudos bicolores: o cume e a base, formados por rocha sedimentar, preta, e o meio, por granito, mais claro.

Neste ponto você está no meio do circuito ''W''. E pode escolher pernoitar no Refúgio Los Cuernos ou caminhar mais duas horas até o Acampamento Italiano e já acordar na base do Vale Francês, o mais deslumbrante do parque porque reúne picos nevados, bosques coloridos e lagos azuis. A subida até lá, em 4 horas, é objetivo do terceiro dia,

A partir do Lodge Paine Grande, a trilha inverte o esforço. São 4 horas de descida até o Glaciar Grey. Diante desta paisagem incrível fica o mais bem localizados dos refúgios, com vista impecável. No nascer do sol, os raios alaranjados, o azul do Grey e o céu avermelhado formam um cenário inesquecível.

No quinto dia você retornará ao Lodge Paine Grande, em uma subida de 5 horas. Dali, o catamarã atravessa o Lago Pehoe até o ponto onde passa o ônibus que leva os vitoriosos aventureiros de volta a Puerto Natales.

 

 

O QUE LEVAR

Roupas

Vista segunda pele, calça e blusa de tecido leve. Mais casaco com capuz, gorro, luvas e óculos de sol

Calçados

Botas impermeáveis e meias com duas camadas

Protetores

Com fator acima de 30 para corpo e lábios

Acessórios

Bastões de trekking, cantil, lanterna e baterias extras

 

Veja também:

 

linkSiga a trilha de blocos de gelo até chegar ao Glaciar Grey

 

linkMaravilha em reflexo

 

linkAs boas surpresas dos percursos W e O

 

linkDescobertas de uma visita ao anoitecer

 

linkFAQ'S do Caribe

 

linkO lugar mais bonito do mundo

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