Dois circuitos e muito desafio no trajeto para as torres

Batizadas de acordo com as letras que suas trilhas formam no mapa, rotas estão entre as preferidas dos aventureiros

Suely Andreazzi PUERTO NATALES, O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2010 | 03h23

As trilhas do Parque Torres del Paine são praticamente unanimidade entre os apaixonados por trekking. Para eles, pelo menos uma vez na vida se deve caminhar na paisagem patagônica e vencer o clima instável da região: chuva, vento e sol em repentinas e rápidas mudanças.

A reserva tem dois circuitos demarcados, batizados de acordo com a letra que as trilhas formam no mapa. Os menos experientes ficam com o W, que tem 76 quilômetros, percorridos em até cinco dias. Quem pode abusar do preparo físico opta pelos 90 quilômetros do O - que exige pelo menos nove dias para ser terminado (leia mais detalhes nesta página).

Refúgios, campings e hotéis (um deles, cinco-estrelas) servem como pontos de apoio. É preciso fazer reserva e evitar o outono e o inverno, quando todos ficam fechados. A lista está no www.torresdelpaine.com.

Idas e vindas. Uma subida de duas horas, a mais extenuante do percurso, inaugura a viagem a pé pelo circuito W. A dica no primeiro dia é se livrar do peso e carregar o essencial - ida e volta são pelo mesmo caminho.

A 940 metros de altitude se avista o Glaciar Balmaceda. Uma parada no Refúgio Chileno ajuda a retomar o fôlego depois de 8 quilômetros, antes de encarar La Morrena, a íngreme trilha de 400 metros cuja inclinação chega a 45 graus. Vencido o desafio, a recompensa vem no encontro com as três torres de granito,Norte, Central e Sul (a mais alta, com 2.850 metros), que atestam as transformações glaciares que modelaram aquela paisagem.

Caminhar ao lado do Monte Almirante Nieto e do Lago Nordenskjold são as tranquilas missões do segundo dia. Bosques de calafate enfeitam o trajeto até a segunda maior atração do parque, os Cuernos del Paine. São três picos pontiagudos bicolores: o cume e a base, formados por rocha sedimentar, preta, e o meio, por granito, mais claro.

Neste ponto você está no meio do circuito ''W''. E pode escolher pernoitar no Refúgio Los Cuernos ou caminhar mais duas horas até o Acampamento Italiano e já acordar na base do Vale Francês, o mais deslumbrante do parque porque reúne picos nevados, bosques coloridos e lagos azuis. A subida até lá, em 4 horas, é objetivo do terceiro dia,

A partir do Lodge Paine Grande, a trilha inverte o esforço. São 4 horas de descida até o Glaciar Grey. Diante desta paisagem incrível fica o mais bem localizados dos refúgios, com vista impecável. No nascer do sol, os raios alaranjados, o azul do Grey e o céu avermelhado formam um cenário inesquecível.

No quinto dia você retornará ao Lodge Paine Grande, em uma subida de 5 horas. Dali, o catamarã atravessa o Lago Pehoe até o ponto onde passa o ônibus que leva os vitoriosos aventureiros de volta a Puerto Natales.

O QUE LEVAR

Roupas

Vista segunda pele, calça e blusa de tecido leve. Mais casaco com capuz, gorro, luvas e óculos de sol

Calçados

Botas impermeáveis e meias com duas camadas

Protetores

Com fator acima de 30 para corpo e lábios

Acessórios

Bastões de trekking, cantil, lanterna e baterias extras

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