Mônica Nobrega/Estadão
Mônica Nobrega/Estadão

Dois dias de máxima curtição no Beto Carrero World

Conheça as principais atrações do parque, de brinquedos radicais a shows, e onde parar para matar a fome

Mônica Nobrega, O Estado de S. Paulo

05 Junho 2018 | 04h40

PENHA - Um dia no Beto Carrero World  é pouco. Dois são suficientes, com tempo para repetir atrações queridas. Chegue no horário de abertura, às 9 horas, para pegar pouca fila nos principais brinquedos. Às 11 horas, o parque enche. 

São nove áreas temáticas, e a ordem para visitá-las vai depender dos interesses do grupo e também da altura e da idade das crianças. Na chegada, pegue um mapa perto dos bloqueios, dentro do Castelo das Nações.

Aventura Radical

Recomendo começar por aqui com crianças aventureiras. É onde fica a já citada Star Mountain, que meu filho adorou. E outras duas atrações que ele não pôde curtir porque exigem altura mínima de 1,30 metro: a FireWhip, montanha-russa mais radical do parque, com as pernas soltas e cinco loopings; e a torre de queda livre Big Tower, com 100 metros de altura. Outro brinquedo gostoso é Tchibum (1,20 metro). O barco para até quatro pessoas despenca em um tanque d’água, com molhadeira garantida. 

 

Madagascar

É a área mais bonita, a melhor cenografia. Crazy River (altura de 80 centímetros) é a atração: uma descida por corredeiras entre personagens de Madagascar, uma quedazinha d’água que faz a criançada gritar e um final com os macacos despejando baldes d’água na cabeça dos visitantes. O brinquedo ficará fechado para manutenção em agosto. Confira o calendário de manutenções do parque em 2018: bit.ly/bcwmanutencao.

 

Mundo Animal

No zoo do Beto Carrero World se destacam os exuberantes tigres brancos. Tem serpentário, elefantes, girafas. Em uma das saídas fica um clássico de parquinho de bairro: a Monga, transformação de uma mulher em gorila. Tem efeitos especiais tão bons que passei a metade dos 15 minutos de duração com a criança de 26 quilos no colo, assustada. 

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Ilha dos Piratas

Tem ótima cenografia, com ponte pênsil e tubarão saindo da água, e o Covil do Tesouro, uma caminhada cheia de efeitos e sons um pouco assustadores. E o irresistível balanço do Barco Pirata (1,20 metro), superconcorrido. Fomos na primeira hora do segundo dia e pegamos filas ainda pequenas. 

Para pequeninos

Triplikland é onde estão o elefante voador, o pedalinho, as xícaras malucas. Meu filho adorou guiar o carrinho de bate-bate – permitido com mais de 1,20 metro. 

Outra área boa para os menorzinhos é a Terra da Fantasia. É um trem que percorre 5 quilômetros entre cenários como uma colina habitada por dinossauros e um túnel-serpente. No fim do trajeto, o trem é assaltado e o cowboy Beto Carrero surge para salvar o dia. Dica: tente conseguir lugar no meio do trem para ver tudo.

 

O legado do personagem

Por falar em Beto Carrero, duas áreas, Avenida das Nações e Velho Oeste, celebram o personagem-tema do parque, como Betinho Carrero 4D, forte apache, passeio de pônei e o Memorial Beto Carrero. Também ficam aqui o barco estilo montanha encantada Raskapuska, que é uma graça, e a montanha-russa para piticos acima de 80 centímetros Dum Dum. 

 

Vila Germânica

Também é parte da velha guarda do parque. Mais antiga entre as áreas temáticas, encanta pelo paisagismo e pela arquitetura. A Tigor Mountain (1,10 metro) é uma gostosa montanha-russa calminha. É aqui que aparecem os personagens de Shrek para fotos. 

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Shows 

São cinco para distribuir pelos dois dias de visita. Abri mão de Excalibur, tanto porque é pago à parte (R$ 70 por pessoa, com almoço incluído) quanto pelo fato de que o tema, duelo medieval e Rei Artur, interessava menos. 

Assim, no primeiro dia vimos o eletrizante Extreme (às 13 horas) – que em 12 de julho reabre como o espetáculo de velocidade e acrobacias em carros com a marca Hot Wheels, a grande novidade do ano. E Blum (15 horas), um show à moda do Cirque du Soleil. 

No segundo dia constatamos que Madagascar Circus (13 horas) é o melhor show do parque. Conta a fuga de Alex, Rei Julien, Gloria e os Pinguins da capitã Chantel DuBois, magistralmente caracterizada. Em meio à história, acrobacias em cama elástica e bicicleta. Empolgante – nós nos remexemos muito.

Com mais de 40 artistas, cantores e bailarinos e muita beleza visual, O Sonho do Cowboy é uma superprodução à moda da Broadway. Conta uma história de Beto Carrero no Velho Oeste – infelizmente datada e que chega a ficar cansativa pelo acúmulo de clichês. Tem salvamento de donzela, bandido gay cheio de trejeitos, travesti dona de bordel, índio uga-buga... Ao menos começa depois que todos os brinquedos fecham, às 18 horas, então dá para assistir sem medo de perder algo melhor.

 

COMIDA DE VERDADE OU SÓ PARA BELISCAR

Um grande acerto do Beto Carrero World é o esquema de alimentação. Praticamente todas as atrações têm como parte integrante de sua estrutura uma barraca de bebidas não alcoólicas e petiscos. Dá tranquilamente para beliscar enquanto espera na fila. 

Ao todo, o parque tem cerca de 50 opções para matar a fome. Uma enorme praça coberta com 2.500 lugares concentra restaurantes de bufê por quilo com algumas especialidades – tem comidas brasileira, açoriana e outras. O quilo custa cerca de R$ 85. Almoçamos ali no primeiro dia, enquanto a criança brincava no lindo carrossel veneziano na hora do café. No segundo dia, testamos a churrascaria de preço fixo, também na praça, mas com mesas ao ar livre – um ambiente mais gostoso. Custou R$ 42 por adulto e R$ 20 para a criança. No fim, a conta dá praticamente na mesma. 

Também há várias pizzarias, sorveterias e lanchonetes de cachorro quente e hambúrguer, tanto na praça como espalhadas por outros pontos do parque. Combos de sanduíche e bebida começam em R$ 30. 

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