Domínios de Banksy e das estrelas do rock

Domínios de Banksy e das estrelas do rock

FABIO VENDRAME, MÔNICA NOBREGA, O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2014 | 02h05

Ainda que Berlim seja a atual dona do cinturão de cidade mais descolada do planeta, Londres continua na lista de destinos turísticos preferidos pelos modernos de todas as idades. A vocação da capital inglesa para receber todo tipo de movimento jovem - inclusive os nem tão pacíficos, caso dos protestos que tomaram as ruas um ano antes da Olimpíada de 2012 - reflete na efervescência musical que a caracterizou ao longo do século 20, no protagonismo em moda e estilo, na atual eclosão da arte de rua por toda a cidade.

Do anonimato das paredes suburbanas de Londres, Banksy conquistou admiradores mundo afora. Muitos viraram seguidores. E um tour em um de seus espaços prediletos propõe aos turistas aprenderem a arte de rua sujando as próprias mãos.

A ideia consiste em percorrer na companhia de um artista gráfico de rua os becos do East End, ilustrados pela geração mais criativa do spray. Além de Banksy, há trabalhos de ROA, Shepard Fairey, Jimmy C, Invader, Stik e muitos outros. Os turistas podem testar sua habilidade com latas e tintas - não exatamente nas paredes, mas em lonas ou camisetas.

Para participar você não precisa ter rabiscado um muro antes. Os guias artísticos do Alternative London ministram um workshop aos sábados e domingos, a partir das 11 horas, em que ensinam técnicas sobre a arte de rua. A sessão de 4 horas custa 25 libras (R$ 92) por pessoa.

Se quiser juntar pedaladas à arte de rua, ok, os caras também oferecem o Street Art Bike Tour, em que os turistas visitam no pedal pontos emblemáticos do movimento artístico urbano, em redutos como Brick Lane, Shoreditch, Hoxton, Hackney e Islington. As expedições duram cerca de 2h30 e ocorrem às quintas e sextas-feiras, a partir das 11 horas. Custa 14 libras (R$ 52) por pessoa, com bicicleta e capacete incluídos: alternativeldn.co.uk.

Lar na rua. Projeto social baseado na inclusão por meio do turismo, a Unseen Tours (algo como Tours Invisíveis) aposta em ex-moradores de rua para guiar passeios com ponto de vista diverso em locais muito visitados da capital inglesa. Dos manjados London Bridge e Covent Garden aos moderninhos Camden Town e Shoreditch, o forte do passeio são as experiências pessoais.

Nem pense em baixo astral: apesar da trajetória de vida complicada, os guias são bem informados e lançam mão de detalhes que passam despercebidos em tours convencionais. John Smallshaw, que conduz o passeio pela área da London Bridge, é também poeta. "Não espere apenas fatos e dados, mas também entretenimento excêntrico", diz o guia. Por "entretenimento excêntrico" entenda a velha e boa fofoca: histórias sobre conspirações, assassinatos e corrupção religiosa às margens do Tâmisa. Os passeios são feitos a pé e custam 10 libras (R$ 37) por pessoa. Site: sockmobevents.org.uk.

Sobe o som. Beatlemaníaco com orgulho (e muitas fotos para provar), Richard Porter guia passeios pelos endereços mais importantes da história do rock em Londres - que já é, ela mesma, cidade-ícone do gênero no mundo. O quarteto de Liverpool tem atenção especial e mais possibilidades de passeios. Mas os programas, divididos por bairros e feitos a pé, abordam também Sex Pistols, David Bowie, Rolling Stones, Oasis, Bob Dylan... E dá-lhe pub, clubinho, loja, casa onde nasceu esse e aquele. Os tours custam, em média, 9 libras (R$ 33): londonrockwalks.com.

Medo do escuro. O anoitecer em Londres traz perspectivas sombrias de passeios. O criminoso Jack, o Estripador, que voltou a ser assunto na semana passada pela suposta descoberta de sua identidade (seria um barbeiro polonês, Aaron Kosminski), é tema do passeio da London Walks (walks.com), a 9 libras por pessoa (R$ 33). O tour ocorre todas as noites, às 19h30, a partir do metrô Tower Hill, mas tente ir em um dos grupos guiados por Donald Rumbelow, um dos grandes especialistas no mais famoso assassino de prostitutas da história.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.