Dos conhecidos pastéis à incomum carne prensada

Variedade gastronômica inclui ainda biscoitos amanteigados e restaurantes coroados com estrelas Michelin

Adriana Moreira, MACAU

22 Junho 2010 | 02h19

Como papelão. Vendedor usa tesoura para fatiar o petisco. Foto: Adriana Moreira/AE

 

 

 

Grandes apostadores não se contentam com refeições medianas. Partindo dessa premissa, hotéis-cassinos investem alto na gastronomia: há oito restaurantes com estrelas Michelin em Macau. O único com três delas é o Robuchon a Galera, do premiado chef francês Jöel Robuchon, no Hotel Lisboa (hotellisboa.com).

A carta de vinhos traz o impressionante número de 2.800 rótulos vindos das melhores vinícolas do mundo. O prato principal pode custar no mínimo R$ 100 no jantar - no almoço, o menu sai por aproximadamente R$ 70.

Quem prefere gastar menos, contudo, também encontra opções interessantes no centro histórico. Não se deixe convencer pelos flyers atraentes e fuja dos restaurantes turísticos, com pratos rápidos e pouco saborosos do Largo do Senado.

 

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Ao invés disso, siga para a Travessa São Domingos, ali pertinho. Uma breve caminhada vai revelar casas charmosas e pequenos bistrôs, de ambiente moderno ou decoração caseira, que vendem o melhor das cozinhas portuguesa, chinesa e até uma combinação de ambas.

Aliás, é na área histórica que estão alguns dos melhores achados da gastronomia tradicional de Macau. Uma pequena multidão se aglomera em uma das lojinhas, enquanto vendedores frenéticos se desdobram para atender a todos os pedidos. Não se trata de liquidação. O que está à venda são pedaços de carne-seca, prensada tal qual uma folha de papelão. O cliente escolhe entre as variedades dispostas e, munido de uma respeitosa tesoura, o vendedor corta o pedaço em qualquer tamanho que se deseje.

Sabor familiar. Menos estranhos ao nosso paladar colonizado por Portugal são os doces. Pastéis de nata quentinhos estão em boa parte das vitrines.

Biscoitos amanteigados saem aos montes na Pastelaria Koi Kei, a mais concorrida da região. É possível ver o funcionário preparando a massa, peneirando, tirando do forno... Se quiser experimentar antes de comprar uma caixa, fique à vontade: as amostras grátis estão ali. Mas saiba de antemão que, assim que provar uma delas, você não vai resistir em levar uma caixa. Vale até para dar de lembrancinha.

Outra alternativa são os doces de frutas secas, vendidos em caixinhas estilo vintage, com desenhos orientais. Saem por menos de 1 pataca - e são uma graça.

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