Ricardo Freire/Estadão
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Düsseldorf, sofisticada desde o século 17

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Ricardo Freire, O Estado de S. Paulo

30 Agosto 2016 | 03h15

Ao fazer viagens picadas pela Europa, é comum ir de Amsterdã direto a Berlim. O percurso, porém, não é dos mais convenientes: de trem, são 6h30 de viagem. Aceita a sugestão de uma escala que não tira você do seu caminho? Düsseldorf. A 2h20 de Amsterdã, essa pequena metrópole proporciona um ou dois dias de intenso turismo cultural – com direito a noites animadas depois que os museus fecham.

Capital alemã da moda, do design e da publicidade, Düsseldorf é dona de uma sofisticação que tem origem no final do século 17, quando a última herdeira dos Medici, Anna Maria Luisa, casou-se com Jan Willem, detentor do mais alto posto nobiliárquico local (eleitor do Palatinado) e abriu as portas para a vinda de artistas florentinos.

No início do século 19, durante a anexação de parte do território alemão pela França, o imperador Napoleão designou Düsseldorf como capital do grão-ducado de Berg e afrancesou o centro da cidade. 

No século 20, foi a vez de Düsseldorf influenciar o mundo. Primeiramente com Joseph Beuys, talvez o artista mais provocativo do pós-guerra. E depois com o Kraftwerk, o quarteto que inventou a música eletrônica e até hoje soa contemporâneo.

Três museus são essenciais. A K20 é dedicada à arte de vanguarda do século 20; expõe o expressionismo alemão do grupo Blaue Reiter (Cavaleiro Azul), tem uma área dedicada a Joseph Beuys e nada menos que 100 obras de Paul Klee. Sua sucursal K21 (mesmo site) seleciona o trabalho de artistas deste século. E o Kunstpalast agrupa desde os Rubens encomendados por Jean Willem e Anna de Medici até o primeiro videowall do sul-coreano Nam June Paik.

A melhor arquitetura da cidade está no Medien Hafen (Porto da Mídia), um polo de empresas de comunicação e design montado num canal do Rio Reno. Você vai até lá atraído pelos prédios amorfos de titânio de Frank Gehry, mas acaba conquistado pelos Flossies, 28 homenzinhos de plástico que transformam um dos prédios em parede de escalada.

 À noite, a Cidade Velha (Altstadt) faz jus ao slogan “o mais longo bar do mundo” – com quatro ruas, e suas transversais, tomadas por bares e cervejarias. Não saia de Düsseldorf sem provar sua cerveja de alta fermentação, a altbier, de cor escura e final seco. Vá à cervejaria Ueriger pela tradição (Berger Str. 1); à Kürzer, para provar a altbier orgânica (Kurze Str. 20); e à Füchschen pela frequência quase exclusiva de nativos (Ratinger Str. 28).

 

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