Jonne Roriz/AE
Jonne Roriz/AE
Imagem Adriana Moreira
Colunista
Adriana Moreira
Conteúdo Exclusivo para Assinante

É hora de ir para as Bahamas

O furacão Dorian nem chegou perto da mais visitada do conjunto e de outras 13 ilhas principais. O país precisa do turismo 

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2019 | 05h51

Sim, é isso mesmo que você leu no título acima. É hora de ir para as Bahamas – ou pelo menos é o que pede o governo do conjunto de ilhas caribenhas que ganharam os noticiários depois da devastadora passagem do furacão Dorian no início do mês.

Parece uma afirmação absurda, eu sei, mas tem lógica. As Bahamas são um país composto por 700 ilhas e ilhotas, e entre as principais que compõem o arquipélago apenas duas foram atingidas: Grand Bahamas e Abacos, que estão entre as mais procuradas pelos turistas. No entanto, o Dorian nem chegou perto da mais visitada do conjunto, Nassau & Paradise Island (cujo aeroporto segue funcionando normalmente), assim como de outras 13 ilhas principais. 

“Precisamos que os visitantes venham”, declarou o vice-diretor-geral do Ministério do Turismo, Ellison “Tommy” Thompson, para o jornal The Washington Post na semana passada. Segundo ele, a recuperação das áreas atingidas vai levar anos para ser concluída– e o turismo será essencial para colaborar com o processo. Afinal, essa é a principal atividade econômica do país.

Grandes empresas de turismo também já retomaram as atividades nas áreas não atingidas do arquipélago. A Norwegian, companhia de cruzeiros que tem uma ilha particular nas Bahamas chamada Great Stirrup Cay, anunciou que vai destinar US$ 2 milhões para ajudar na reconstrução do país. Além disso, já retomou as paradas em Nassau e na própria Great Stirrup Cay. A empresa também levou suprimentos aos locais atingidos. A MSC, outra companhia de cruzeiros atuante nas Bahamas, também disponibilizou seus navios para levar alimentos e outros itens de necessidade para as áreas mais atingidas. E o Atlantis Paradise Island, um dos mais conhecidos resorts das Bahamas, anunciou um aporte de US$ 3 milhões (em conjunto com a Brookfield Asset Management, uma espécie de investidora) para as áreas atingidas. O luxuoso hotel segue funcionando normalmente.

Responsabilidade

Embora fazer turismo seja essencialmente sobre esquecer as preocupações do dia a dia e se divertir, não se pode esquecer que o turista tem sim suas responsabilidades. Suas escolhas são essenciais, do destino ao hotel, passando pela definição dos passeios e até do cardápio. Tudo terá uma consequência, positiva ou negativa, para as pessoas que vivem onde você passa férias. 

Em casos como o das Bahamas, o importante é dar às coisas o peso real que elas têm e não criar pânico desnecessário. Estar bem informado é essencial – e não apenas quando se trata de turismo, mas na vida também.

Justamente por isso, o governo das Bahamas lançou rapidamente o site bahamas.com/relief, não apenas com informações sobre a situação das ilhas atingidas, formas de ajudar e doações. Mas também sobre a situação de praias, hotéis e outras atividades de lazer que seguem funcionando normalmente. 

Além disso, há uma área de pacotes com ofertas e descontos convidativos. Um dos resorts, por exemplo, oferece 40% de desconto para reservas feitas com 60 dias de antecipação – vale lembrar que em 60 dias a alta temporada dos furacões no Caribe já vai ter terminado. Há ainda preços especiais para luas de mel ou casamentos. A ideia, afinal, é manter a economia em funcionamento.

Se você é da turma do “mas que vantagem eu levo nisso”, vale dizer que você certamente encontrará preços melhores e uma população ávida para mostrar as belezas e encantos de seu país. Já para a turma do “por que não se preocupar com o Brasil”, a coluna da semana passada tem um bom panorama. Vale lembrar que ajudar uma causa (ou destino) não diminui a importância de outras.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.