É maré cheia

Hospedar-se num grande resort à beira de um mar cristalino, ficar de pernas para o ar com direito a comida e bebida à vontade, cercado de mordomias e sem pensar em nada. Ou então viajar com as crianças ao exterior, mas conseguir de fato descansar. Se os planos para as próximas férias incluem alguns dos itens listados acima - ou todos eles -, pode considerar a República Dominicana como uma forte candidata a ser seu destino.

FELIPE MORTARA / PUNTA CANA, O Estado de S.Paulo

06 Março 2012 | 03h08

A porção histórica de uma viagem ao país, para quem tem interesse, fica concentrada na capital, Santo Domingo (leia mais na página 11). Fundada em 1496, se orgulha de ter sido a primeira cidade das Américas e de conservar, até hoje, um belíssimo centro com edifícios e igrejas da época colonial. A língua oficial dos quase 10 milhões de habitantes do país é o espanhol, mas o indefectível portunhol funciona muito bem. O inglês, ainda que básico, é amplamente falado por funcionários dos resorts. E mesmo a moeda oficial, o peso dominicano, costuma ser preterida em favor do dólar em quase todas as transações, especialmente gorjetas.

Vizinha do Haiti na Ilha Hispaniola, a maior do Caribe depois de Cuba, a República Dominicana tem ainda belezas naturais suficientes para atrair visitantes. E vive uma situação política e econômica bem mais estável que a do país ao lado. Por tudo isso, na última década se consolidou na rota do turismo internacional.

Para os dominicanos, receber (e encher de mimos) os estrangeiros virou atividade econômica relevante, ao lado da exportação de derivados de cana e de charutos - produto do qual o país é o maior fabricante do mundo. Sim, os vizinhos cubanos são mais famosos, mas, com o embargo da Casa Branca, não chegam tão facilmente às mãos dos americanos.

Entre os mais de 5 milhões de visitantes que o destino recebe anualmente, os brasileiros são a nacionalidade que mais cresce. Foram 62.500 em 2011, quase o dobro dos 37.500 no ano anterior. E, levando em conta nosso cenário econômico, a estimativa do Ministério do Turismo dominicano é das mais otimistas: o país espera receber nada menos que 150 mil brasileiros este ano.

Ócio. Para perder a noção do tempo e curtir momentos de puro ócio, Punta Cana, no extremo leste da ilha, concentra mais de 40 resorts. É na extensa faixa de areia de Bávaro que está a maior parte dos hotéis em que os únicos mandamentos são descansar à vontade e curtir tudo o que cada complexo tem a oferecer.

Por um lado, quem opta por desfrutar da fartura e do conforto dos resorts acaba, de certa forma, abrindo mão de conhecer a cultura local. Por outro, há ocasiões em que ficar à beira do mar bebericando um drinque enfeitado com guarda-chuvinha, no mais autêntico estilo dolce far niente, é tudo o que o viajante precisa. E Punta Cana entrega isso muito bem.

Há também opções com perfil mais intimista, mas não menos praieiro. No vilarejo pesqueiro de Bayahibe, a uma hora e meia tanto de Santo Domingo quanto de Punta Cana, o visitante terá um convívio maior com a vida local, podendo escolher entre ficar por ali mesmo ou desbravar diversas praias e ilhas próximas. Dentro do Parque Nacional del Este, as ilhas Catalina e Catalinita rendem excelentes dias de snorkeling. Já a maior e mais famosa, a Isla Saona, com suas piscinas naturais e sua água de um azul que faz pensar em Photoshop, é a versão dominicana do passeio turístico obrigatório.

Dessa forma, o país revela outras possibilidades além dos resorts de Bávaro sem que você precise abrir mão dos divertidos cassinos e discotecas que poderiam muito bem estar em Las Vegas e Ibiza, respectivamente. E nem de esportes aquáticos como mergulho e windsurfe, que convivem com vasta programação, capaz de incluir de concursos de dança até aulas de trapézio à beira-mar.

Afinal, Punta Cana também pode ser uma espécie de redenção para pais com filhos pequenos, já que as atividades dedicadas aos turistas mirins são intensas nos resorts, deixando bastante tempo livre para os adultos.

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