Adriana Moreira|Estadão
Adriana Moreira|Estadão

Econômica

O dólar alto não ajuda sua viagem? Há muitas maneiras de gastar pouco – ou nada – em Los Angeles

O Estado de S.Paulo

10 Maio 2016 | 02h55

The Broad

Inaugurado em setembro do ano passado, o The Broad é a casa de mais de 2 mil trabalhos contemporâneos – incluindo obras de Damien Hirst, Andy Warhol, Roy Lichenstein, Jean-Michel Basquiat, Takashi Murakami. Depois de ver todo o acervo, fique um tempo apreciando o vídeo The Visitors, no térreo, do islandês Ragnar Kjartansson. A obra retrata, simultaneamente, nove cômodos de uma casa, cada um com um músico – o próprio Ragnar pode ser visto dentro de uma banheira. O resultado final é deslumbrante – sente-se no chão e aprecie cada segundo do espetáculo. 

Tudo é arte no museu – até mesmo o prédio, feito pelo escritório de arquitetura Diller Scofidio + Renfro, ao custo de US$ 140 milhões. O acervo foi acumulado por Eli Broad, um empresário de sucesso que, ao lado da mulher Edythe, criou a Broad Foundation, uma instituição com foco em popularizar arte, educação e ciência. Por essa razão, a entrada no The Broad é gratuita (e as filas, imensas). 

Se você já tiver as datas de sua viagem, o melhor a fazer é reservar o ingresso com antecedência. É preciso entrar no site no começo do mês para tentar um tíquete para o mês seguinte. Caso não consiga, não tem jeito: é fila na certa. Já que está em férias, vá durante a semana, quando o tempo de espera pode chegar a 45 minutos – e não 1h30, como nos fins de semana. 

Observatório Griffith

Localizado no alto de uma colina, o observatório oferece uma vista privilegiada de Los Angeles – e, claro, do céu. A entrada é gratuita e a programação também está cheia de atividades especiais sem custo algum. Algumas apresentações no planetário podem ser pagas – mas os valores costumam ficar em torno de US$ 5. Um sábado por mês ocorrem as Public Stars Parties, com diversos especialistas e telescópios disponíveis para observar a lua, o sol e planetas – a próxima será este sábado e a seguinte, em 11 de junho.

California Science Center

Para ver as exposições permanentes do centro de ciências não é preciso pagar nada. Mas você vai querer visitar a nave espacial Endeavour, doada pela Nasa, e assistir a um filme IMAX em 3D sobre o planeta, o espaço ou a natureza. O ingresso combinado para ambas as atrações custa US$ 16,75.

Um lugar na plateia

Você é fã de séries e programas de auditórios? Sim, é possível conseguir um dos (disputados) lugares para acompanhar as gravações de alguns episódios, mas perseverança é fundamental. Assim que tiver as datas da sua viagem, comece a acessar o tvtickets.com, site que reúne boa parte da agenda de gravações de Los Angeles – incluindo títulos como The Big Bang Theory, o lançamento do Netflix Fuller House e Mom. No 1iota.com, há programas de entrevistas como Jimmy Kemmel Live e realities como The Voice. Já no on-camera-audiences.com, American Idol, Hell’s Kitchen e Dancing With The Stars. Todos os ingressos são gratuitos.

Farmer’s Markets

Os farmer’s markets são o equivalente às nossas feiras, mas em vez de pastel para matar a fome há crepes, comidas étnicas, panquecas, omeletes e limonadas, com preços que dificilmente chegam a US$ 10. Muitas focam em produtos orgânicos e veganos. 

 Há também o The Original Farmer’s Market, em funcionamento desde 1934. Apesar de ser coladinho no The Grove, shopping a céu aberto com lojas de grife, é possível comer bem ali do café da manhã ao jantar com menos de US$ 15. Entre as boas pedidas, o mexicano Loteria Grill, os ótimos sanduíches do Phil’s Deli and Grill e a culinária japonesa do Sushi a Go Go.

Food Trucks

Não é de hoje que o fenômeno dos food trucks faz sucesso em Los Angeles. Um point clássico dos caminhões de comida na hora do almoço é em frente ao museu Lacma, com uma imensa variedade: hambúrgueres, comida tailandesa, tacos, lanches naturebas. O preço médio dos pratos fica em torno de US$ 10 – sempre muito bem servidos. Para encontrar outros points, clique aqui. Sobre o Lacma: o ingresso para esse ótimo museu custa US$ 15, mas é grátis na segunda terça-feira do mês e em alguns feriados. Cheque aqui.

Grand Central Market

Em Downtown, o Grand Central Market está em funcionamento contínuo desde 1917. Embora tenha passado por altos e baixos, o local agora vive uma ótima fase, mantendo a essência de mercado de bairro e, ao mesmo tempo, criando espaço para jovens e criativos chefs. O Ramen Hood, por exemplo, serve apenas lámens e é 100% vegano; o Horse Thief é especializado em churrasco; o China Café é um dos mais antigos e ainda mantém aqueles banquinhos típicos dos antigos dinners americanos; o Bombo, do chef Mark Peel, oferece pratos marinados em caldos cheios de sabor. Provei o shrimp butter boil, com camarões apimentados, bacon e arroz (US$ 13). Inesquecível.

O grande movimento se concentra durante o dia. Mas, com a chegada de cervejarias e bares de vinho, a ideia é atrair a clientela para o happy hour – de quinta-feira a sábado, o mercado já funciona das 11 às 21 horas (nos outros dias, fecha às 18 horas).

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