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Em 70 quilômetros, rota mostra os brancos e frutados vinhos locais

RIQUEWIHR - Mais da metade das cervejas consumidas em toda a França são produzidas na Alsácia. A tradição local na produção da bebida vem de longe, de 1268. Apesar disso, foram os vinhos que ganharam fama pelo mundo. Merecidamente, claro. São sete variedades (sylvaner, pinot blanc, pinot gris, pinot noir, riesling, muscat, e gewürztraminer), sendo que 90% da produção é composta por vinhos brancos.

Verônica Dantas - O Estado de S.Paulo,

27 Fevereiro 2012 | 21h52

De acordo com o diretor do Conselho Interprofissional de Vinhos da Alsácia, Jean-Louis Vézien, a produção anual da região chega a 200 mil litros - 75% das garrafas ficam na própria França. O restante é exportado para outros países da Europa, Ásia, Canadá e Estados Unidos.

Uma rota que se estende por 170 quilômetros esconde vinhedos e adegas que mantêm a tradição secular de suas famílias e estão sempre a postos para receber visitantes com o melhor que têm a oferecer: uma taça de vinho. Alguns lugares não cobram pela degustação, mas é sempre de bom tom comprar ao menos uma garrafa.

O trecho mais interessante da rota fica entre Colmar e Estrasburgo, com pouco mais de 70 quilômetros de extensão. No caminho há sempre uma vila medieval a pedir atenção, além de vinícolas de pequenos produtores. Você precisará de muitos dias se quiser conhecer todas. O melhor a fazer é escolher algumas e se perder entre os aromas e sabores frutados que só os vinhos da Alsácia oferecem.

Paradas. A charmosa vila de Riquewihr deve ser sua primeira parada. É o lugar do terroir mais famoso de toda a Alsácia (Schoenenbourg), onde os mais conceituados grand crus (vinhos de qualidade superior) da região são produzidos. Perto dali está o vilarejo de Ribeauvillé, cuja principal característica de produção é a mineralidade dos vinhos, especialmente os rieslings. Lá funciona, desde 1835, a vinícola Bott Frères (bott-freres.fr), hoje sob o comando da quarta geração.

A Bott Frères está entre as maiores produtoras da Alsácia, com 200 mil garrafas por ano - cada uma das 5 mil da região faz, em média, de 70 mil a 90 mil garrafas por ano. O local é também o que oferece melhor estrutura ao turista, com uma visita guiada à cave, dois salões de degustação e uma moderna loja. A garrafa de pinot blanc, por exemplo, custa 6,10; um riesling reservado sai por 7,10.

A vila de Eguisheim, distante 10 minutos de Colmar, foi construída em volta de uma pedra onde antes havia um castelo. É uma das mais belas e antigas da Alsácia. Não saia de lá sem provar o riesling produzido pela Maison Emilie Beyer (emile-beyer.fr). Madeleine Beyer, a presidente da associação histórica da vila, conta a trajetória de Eguisheim como ninguém.

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