Em alto-mar, para nadar com golfinhos ou apenas relaxar

Cair na água e ter a chance de observar golfinhos nadando tão perto foi um desfecho mais que feliz para o dia que parecia perdido nas primeiras horas, com manhã cinzenta e um pouco de chuva. Navegar em um catamarã pela costa oeste era apenas uma opção melhor que ficar em terra sem fazer nada. Assim, foi um belo presente o sol que abriu cerca de meia hora depois da partida de Black River em direção a Le Morne e à Île aux Bénitiers.

LE MORNE, O Estado de S.Paulo

30 Julho 2013 | 02h18

As águas do Oceano Índico são quentinhas e, em boa parte da costa de Maurício, calmas de dar gosto. Mal ocultam o anel de corais que circunda a ilha principal. Há boas faixas de areia clara e fina em vários pontos. Maurício é um lugar para ir à praia e se divertir no mar, definitivamente.

O nado com golfinhos consistia em embarcar em uma lancha menor, que se aproximava do ponto exato em que estavam os animais e então, com máscara e snorkel, se jogar. Grupos de quatro a oito golfinhos passavam ali embaixo, saltavam e davam piruetas. Pura fofura.

O churrasco assado a bordo não poderia ter sido mais oportuno. Apimentados, os pedaços de frango, peixe e linguiça caíram bem demais com a amarga cerveja Phoenix, de produção local. A JP Henry Charters organiza passeios similares: blackriver-mauritius.com.

Pé na estrada. Quem se hospeda em um dos resorts de cadeias internacionais terá diante de si um bom ponto para nadar e observar vida marinha com máscara e snorkel, além de infraestrutura. Mas, ainda que o nível de mordomia estimule a preguiça, há muito para ver e vale a pena se aventurar, de carro alugado (a mão de direção é a inglesa) ou em tours arranjados pelo hotel.

Ponto de kitesurfe, mas com trechos de águas calmas - e absurdamente azuis ou verdes, dependendo da incidência do sol -, Le Morne é o nome de uma vila de pescadores e de um Patrimônio da Humanidade declarado pela Unesco. No segundo caso, trata-se de um monólito de quase 600 metros de altura que parece brotar do mar e era usado como esconderijo por escravos negros fugitivos, isso lá pelos idos do século 19. Em um trágico episódio em 1835, quando oficiais chegaram para avisar sobre a abolição, os ex-escravos se jogaram do alto da pedra, um suicídio coletivo que refletiu o medo de serem aprisionados.

Le Morne fica no sudoeste do país, não muito longe de Tamarin, mais ao norte, o point dos surfistas. A minutos de distância dali está Flic en Flac, que é praia e também uma cidade de porte médio para o padrão local, com restaurantes, bares e alguma vida noturna.

Mais animada é a região de Grand Baie, no norte, área considerada boa para esportes aquáticos como windsurfe e vela, além de pescaria em mar aberto. Ao longo de uma rodovia ladeada por palmeiras estão os restaurantes e baladinhas mais descolados de Maurício, como o pé na areia Banana Beach Club (bananabeachclub.com). É por ali que ficam alguns hotéis menores e mais em conta, mas ainda charmosos.

A costa leste da ilha é a mais selvagem. O destaque absoluto é Île aux Cerfs, a 15 minutos de barco da costa, território do resort Le Touessrok (letouessrokresort.com) e passeio dos mais recomendados em Maurício. As águas de transparência impressionante justificam a invasão de gente besuntada de protetor solar, especialmente europeus. / M.N.

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