Em busca do tesouro escondido

Hi-tech. Nem bússola, nem mapa. Para participar do geocaching e encarar uma aventura moderna, prepare o GPS. Depois vá à caça de objetos deixados em rotas turísticas pelo globo

Camila Anauate,

30 Outubro 2010 | 08h00

 

O mistério, as pistas e a recompensa no final lembram uma caça ao tesouro. Só que a brincadeira infantil virou uma aventura de verdade, em versão mundial - e hi-tech. O jogo começa online, as dicas são coordenadas geográficas e os tesouros, bem, os tesouros estão escondidos por trilhas, caminhos e rotas turísticas em toda e qualquer parte do planeta. Mapas e bússola até podem fazer parte da bagagem, mas perderam status. Porque a adrenalina do geocaching depende mesmo do GPS.

 

Com o aparelho você será capaz de descobrir o mais perdido cache, como são chamados os tesouros. Basta acessar o site geocaching.com, procurar por caches na região para onde você pretende viajar - há nada menos que 1,4 milhão espalhados pelo globo - e anotar a localização no GPS. O resto é por sua conta e total risco.

 

Só há uma regra básica para ninguém estragar o jogo: ao encontrar um tesouro, o viajante deve deixar outro exatamente no mesmo lugar, para que o próximo caçador também possa encontrá-lo.

Depois da aventura, volte à página web, publique fotos e conte sua experiência para os outros 5 milhões de geocachers. Você também pode esconder um tesouro novo e divulgar no site as coordenadas. O geocaching.com ainda dá informações completas sobre o nível de dificuldade dos passeios, as condições do terreno a ser percorrido e uma breve descrição dos prêmios.

 

Na caixa sempre há um livro de visitas, as pistas de outros tesouros escondidos na região e objetos para troca. Artesanatos, uma peça curiosa, um doce, qualquer coisa. Nesse jogo, o que vale mesmo é competir.

 

O geocaching foi criado em 2000 por Dave Ulmer, um entusiasta louco para testar o sinal do seu aparelho GPS. Ele escondeu o primeiro cache e divulgou as coordenadas online. Mike Teague encontrou e contou como no site. Os bate-papos online viraram febre e, em poucos dias, outros 75 tesouros foram espalhados ao redor do mundo. Jeremy Irish descobriu um deles e teve a ideia de fundar o geocaching.com. Hoje, outros sites seguem a brincadeira.

 

Rotas

 

Estados Unidos e Alemanha lideram a atividade, seguidos de República Checa, Canadá e Reino Unido. Mas, agora, alguns escritórios oficiais de turismo, como o de regiões espanholas e francesas, aproveitaram o jogo para dar mais graça aos seus roteiros.

 

O mais famoso é o Caminho de Santiago, que percorre parte da Espanha. Para comemorar o ano do jubileu, o órgão responsável pelo turismo da Província de Castilla y León espalhou tesouros por duas das principais rotas que passam pela região, o Via da Prata e o Caminho Francês, entre cidades como Burgos, León, Salamanca e Zamora.

 

O turista que quiser caçar tesouros enquanto percorre esses trajetos deve procurar os guichês de informação turística, onde receberá um caderno de viagem, que funciona como um passaporte. Ali estarão as coordenadas da localização do cache no primeiro trecho da caminhada, além de outras pistas.

Na caixa de cada presente escondido haverá selos para "carimbar" o passaporte do viajante. Ao completar o caminho e colar todos os selos correspondentes no caderno, o turista ganha, enfim, seu diploma. Nesse caso, o maior tesouro.

 

Saiba mais

Caça ao cache...

 

Depois de se registrar no site, clique em "Hide & Seek a Cache" e faça uma busca de caches.

Coloque no GPS as coordenadas do tesouro e abuse do aparelho para encontrá-lo. Assine o livro de visitas, deixe outro cache no mesmo lugar e publique no site textos e fotos

 

...Com o GPS

 

É simples usar o GPS. Basta digitar as coordenadas da origem e do destino que o aparelho guia o caminho. As indicações aparecem nas telas como setas, linhas coloridas, sinais dentro de mapas... O GPS pode fornecer posições, memorizar percursos e indicar a direção a seguir

 

 

 

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