Em busca dos clássicos, em Nova York ou no Havaí

Não importa quanto tempo passe desde que a história chegou ao fim. Tours pelas locações de eternas queridinhas – como ‘Friends’ e ‘Lost’ – são sempre campeões de audiência

Mônica Nobrega , O Estado de S. Paulo

25 Agosto 2014 | 17h48

" STYLE="FLOAT: LEFT; MARGIN: 10PX 10PX 10PX 0PX;

Elas sempre terão um lugar especial na memória dos fãs, ou não teriam recebido o rótulo de clássicas. Mesmo depois de anos sem episódios inéditos – porque os antigos estão aí para serem revistos – como esquecer aquela vontade de passar algumas horas no sofá do Central Perk? 

 A vida real de Manhattan – protagonizada por turistas, vale dizer – inclui um quarteto de mulheres posando para selfies com copos de Cosmopolitan em algum bar de West Village; outro grupo de meninas brincando de “Hello, Upper East Siders”; muitas turmas fazendo pose na fachada de um prédio de esquina no Greenwich Village. Afinal, muitas cenas clássicas foram gravadas ali, em meio ao delicioso caos nova-iorquino.

A febre de cupcakes que chegou ao Brasil tem como culpadas as quatro amigas de Sex and the City, que afogavam mágoas amorosas nos bolinhos da Magnolia Bakery. Além da que ficou famosa na série, a da Bleecker Street, há mais quatro unidades, inclusive uma no Grand Central Terminal, onde você pode relembrar outra série. A Serena van der Woodsen de Gossip Girls desembarca ali ao retornar para Nova York, no primeiro episódio. 

A fachada do prédio de Carrie Bradshaw fica no West Village (66, Perry Street), mas mantenha a discrição ao fotografar: os moradores ficam incomodados com a movimentação de fãs em frente à sua casa. O endereço ficcional de Carrie era o Upper East Side, mesmo bairro das jovens socialites de Gossip Girls – mais um ponto em comum entre os dois programas. No mesmo bairro, os encontros das meninas ocorriam nas escadarias do Metropolitan – aproveite para ver o acervo do museu. Já para comprar, as moças de uma e outra série frequentavam o Meatpacking District (Marc Jacobs) e o Soho (Vera Wang, onde Blair Waldorf experimentou seu vestido de casamento).

Gravados em estúdio, outros dois clássicos eram ambientados em Nova York. O prédio onde viviam os seis amigos de Friends, em Greenwich Village, fica fácil de reconhecer, e não apenas pela fachada: há sempre gente de câmera na mão na esquina das ruas Bedford e Grove. 

O Central Perk existe, mas na Inglaterra: nas cidades de Liverpool e Chester há unidades da cafeteria. Em Nova York dá para comprar souvenirs com o logotipo na loja da Warner, no Rockefeller Center. E, se for a Los Angeles, pode ver de pertinho o sofá original fazendo um tour pelos estúdios da empresa (vipstudiotour.warnerbros.com; desde US$ 54).

Já o Monk’s Coffee, onde Jerry Seinfeld, Elaine, Kramer e George faziam suas refeições, existe e tem a mesma cara. É o Tom’s Restaurant, no 2.880 da Broadway, lugar de cardápio gigantesco e serviço rápido que serve café da manhã o dia inteiro. 

Especializada em tours de cinema e televisão, a On Locations faz passeios destas séries e de vários filmes, de ônibus, com paradas para fotos, exibição de cenas e narração de histórias de bastidores. Desde US$ 43 por pessoa. 

No encalço da máfia. Os restaurantes de Little Italy, em Manhattan, eram os favoritos dos mafiosos de Os Sopranos – mais especificamente, os da Mulberry Street. Mas a maior parte das locações da série ficam na vizinha New Jersey. A saída do túnel Lincoln e o skyline de Manhattan são as primeiras vistas icônicas do tour da On Locations. 

O passeio começa no centro de Manhattan, cruza o East River e segue para os subúrbios de Jersey City passando pelos mesmos lugares da abertura, como o Muffler Man (estátua de um homem carregando um rolo de tapete), e Pizzaland. Na sequência, a Barone Sanitation, empresa de lixo que é o trabalho legal do mafioso Tony Soprano, lava-rápidos e pequenos restaurantes que figuram na série. 

Perdidos na ilha. Ainda que o médico gato Jack Shephard e a linda trapaceira Kate Austen não façam mais parte do cenário, o Havaí de Lost está repleto de lembranças dos personagens. Na ilha de Oahu, a série virou roteiro turístico assim que estreou, em 2004. Seguir os passos dos personagens é também uma forma de dar a volta à ilha e ver suas paisagens mais bonitas.

Antes, confira os endereços urbanos que abrigaram cenas. Na capital Honolulu estão o Hawaiian Convention Center, que virou o aeroporto de Sydney, de onde parte o fatídico voo 815 da Oceanic; a igreja St. Andrews, no papel de Universidade de Oxford, onde Daniel Faraday fazia pesquisas de viagem no tempo; e o Searcher, barco de Penélope Widmore (que na realidade pertence à Marinha), parado em um píer na área de Waikiki. 

Entre as empresas que fazem o tour pelas locações distantes, a mais bem estabelecida é a Kos Tours. Os passeios custam entre US$ 79, com 2 horas de duração, e US$ 209, com 8 horas, e são feitos no embalo de um aparelho de DVD, onde são exibidas cenas da série. É possível também alugar um carro e se aventurar rumo a North Shore, trecho menos habitado e preferido dos surfistas – as estradas são boas e bem sinalizadas. A desvantagem é que nem tudo é fácil de achar. 

Na Nuuanu Pali Drive estão a cabana de Jacob e o lugar onde Mr. Eko é morto pelo monstro de fumaça. O píer da vila dos Outros fica na Baía Kaneohe. Na fazenda Kualoa Ranch há outras locações, como a escotilha onde Desmond vivia. Entre os locais mais distantes, a praia de Mokuleia, onde caiu o avião fictício, e o Erdman Camp, a vila dos Outros. É para ter surtos de emoção diante das casinhas amarelas que continuam lá, de pé.

Mais conteúdo sobre:
Séries Emmy Turismo Viagem

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.