Mônica Nobrega/Estadão
Mônica Nobrega/Estadão

Em clima romântico, mesas com vista para o Lago de Annecy

Rodeado por dois maciços de montanhas, de Bornes e de Bauges, ainda nos Alpes, e tendo atrás de si um lindo centro histórico medieval, com construções dos séculos 15 ao 17, o Lago de Annecy tem vocação para cenário romântico. Além de ser epicentro mesmo da vida na cidade à qual empresta seu nome.

ANNECY, O Estado de S.Paulo

07 Maio 2013 | 07h13

Moradores caminham e pedalam. Turistas embarcam em cruzeiros nos barcos da Compagnie des Bateaux (annecy-croisieres.com; desde 15) para admirar as montanhas, as casas ricas e históricas das margens, e ouvir que o impressionista Paul Cézanne esteve no local para pintar o óleo sobre tela Lac d'Annecy (1896).

Romântico também é o jantar no La Coupole, restaurante do hotel Les Trésoms (lestresoms.com; diária desde 135). Observadores especulam que a primeira estrela Michelin para o estabelecimento, sob comando do chef Eric Prowalski, não deve tardar. Depois de provar lagostim com carpaccio de beterraba e queijo beaufort e filé de pato com figo grelhado e purê de amêndoas, equilibrado e divino, não tenho como duvidar. O ambiente, um salão oval com janelões de vidro e vista para o lago, é outro acerto. O menu de três pratos custa 33 euros.

Bem mais cedo, no almoço, a parada foi no La Ciboulette, esse sim dono de uma estrela (laciboulette-annecy.com; menu a 52 euros), obtida em 2007. O suflê de alho-poró e cogumelos preparado e servido na panelinha de ferro foi um ponto alto. Mas a sobremesa, esferas de maçã com mousse e espuma de limão, ganhou o título de mais linda e deliciosa da viagem.

Ao longo da tarde, as caminhadas pelo centro histórico (há prisão medieval, castelo, museu do lago...) foram interrompidas por paradas na queijaria Pierre Gay (leia abaixo) e na chocolateria e salão de chá Au Fidèle Berger (Rue Royale, 2), que completa um século em 2017 e vende o roseaux, chocolate ao licor típico de Annecy.  

Pierre Gay

O selo na porta de vidro da loja informa: Pierre Gay é meilleur ouvrier de France. O título, que significa algo como “melhor trabalhador da França”, é concedido por uma associação homônima via concurso, e tem muita relevância. É um selo de qualidade que os franceses, principalmente, mas também europeus que conhecem seu significado, respeitam e admiram.

Pois a queijaria de Pierre Gay (fromage-cheese.com) é mesmo uma das melhores que podem existir. A parte da frente, aberta para a rua, é quase toda preenchida pela vitrine. No fundo fica um pequeno salão de degustação, com piso de vidro que deixa ver a cave, onde estão armazenadas as 400 qualidades de queijo vendidas na loja. Não todas ao mesmo tempo. “Respeito a sazonalidade”, diz Pierre, representante da terceira geração de proprietários da queijaria, aberta em 1935.

Na hora de degustar, ele monta a sequência com chèvre, leve e azedinho, seguido por abondance, mais maduro, e tomme, o mais intenso. E dá a dica: harmonizar queijos e vinhos de mesma origem. “O terroir é o mesmo, não tem como errar”, diz.

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