Em Coyhaique, frio cortante e uma fila de casas coloridas

Basta uma hora de caminhada para conhecer toda a cidade, que prospera com o aumento do turismo

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2008 | 02h51

Ponto de partida para todas as aventuras na Patagônia chilena, Coyhaique concentra pelo menos 70% da estrutura da região. Filhos dos pescadores dos povoados ao norte da cidade vão até lá em busca de melhores escolas, de emprego e de oportunidades. A cidade, porém, ainda derrapa na neve e no frio que a castiga durante o inverno.Dos quase 50 mil moradores, pelo menos a metade é de militares ou funcionários públicos que vêm do norte do Chile em busca de trabalho, mas logo vão embora, espantados pelas baixas temperaturas. O movimento pendular, segundo moradores, mantém a cidade no mesmo patamar há anos.Estável é um bom adjetivo para Coyhaique, que prospera aos poucos com o aumento do turismo e com os ganhos da exportação de salmões e trutas. Ganha a simpatia pela organização, limpeza e casinhas coloridas, uma ao lado da outra, com garagens espaçosas para grandes caminhonetes das famílias.O retrato fica por conta de uma de suas principais praças, a Plaza del Pionero. Quando bate o sol, crianças brincam sobre a estátua do colonizador e de suas ovelhas, como se estivessem comemorando cada minuto de céu azul.Ladeados por bandeiras chilenas, os carabineros - como são chamados os militares - observam de longe as brincadeiras. Sua presença em Coyhaique é marcante, condizente com a posição do governo, que considera a região estratégica.Um bom passeio por lá não leva mais de uma hora, e cria a primeira boa impressão sobre o Chile austral. Para quem pretende passar um dia por ali antes de explorar a Patagônia, há fazendas que promovem boas cavalgadas. À noite, bares divertem o viajante antes de encarar as prometidas aventuras.

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