Em detalhes, a vibrante Tel-Aviv

Centro financeiro do país tem calçadão como o de Copacabana, Cidade Velha reconstruída, noite animada...

Niza Souza, O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2008 | 01h44

Para quem tem em mente a imagem do Oriente Médio em conflito, Tel-Aviv é uma agradável surpresa. Nada de tanques nem de soldados armados pelas ruas. A cidade é muito semelhante a qualquer metrópole ocidental. Conta com boa estrutura de hotéis de redes internacionais, muitos restaurantes, shoppings, lojas elegantes, museus, teatros e uma bela praia. Com direito a calçadão que lembra Copacabana, construído nos anos 1980. Do ponto de vista arquitetônico, Tel-Aviv é considerada um museu a céu aberto. Tanto que, em 2003, foi eleita pela Unesco um dos 24 novos Patrimônios Históricos da Humanidade. Mérito do período entre de 1931 e 1956, quando a cidade viveu o Movimento Moderno. Cerca de 4 mil construções se espalharam em seu território seguindo os preceitos da famosa escola alemã de design Bauhaus. As varandas envidraçadas, as curvas de concreto e a pintura predominantemente branca garantem, ainda hoje, um tom luminoso à paisagem, que rendeu a Tel-Aviv o título de Cidade Branca. Como toda metrópole, essa também nunca dorme. Bares, restaurantes, cafés no estilo europeu, clubes e lanchonetes movimentam a vida noturna - dos moradores e dos turistas. Localizada na costa do Mediterrâneo, a cidade que hoje é a capital econômica do país não existia até 1909. Foi criada quando um grupo de judeus residentes na região portuária de Jaffa decidiu erguer um novo povoado nas dunas mais ao norte. A vila progrediu e acabou anexando a própria Jaffa. CIDADE VELHA De dia, faça ou não sol, o apelo da vida à beira-mar é irresistível. A caminhada pelo calçadão pode terminar no shopping mais tradicional da cidade, o Jaffa, que fica na antiga região portuária. O local é ótimo para compras, claro, mas também para saborear pescados em bons restaurantes. A reconstruída Cidade Velha é excelente para se perder entre as ruelas repletas de galerias de arte e barraquinhas de artesanato. Aqui e ali, o mar surge no horizonte. No mercado de pulgas de Jaffa, exercite a habilidade de pechinchar. Bem treinado, é hora de partir para o superconhecido Mercado Carmel, no quarteirão iemenita. Trata-se de um maiores mercados a céu aberto do Oriente Médio. No mesmo espaço, você terá contato com a cultura e a culinária popular, encontrará roupas baratas, chefs pesquisando ingredientes para seus restaurantes e todo tipo de mercadorias e de quinquilharias do país. Carmel: entre a Rua Allenby e a Praça Magen David

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