Marcelo Lima/Estadão
Marcelo Lima/Estadão

Em Florença, um retorno à renascença na Galleria degli Uffizi

Cereja do bolo de um roteiro pela cidade, espaço reúne o mais importante acervo de arte renascentista do mundo, com obras de Michelangelo, Botticelli, Ticiano e Caravaggio

Marcelo Lima, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2019 | 08h50

O segundo dia começou cedo com um passeio pelas margens do Arno, rio que divide Florença em duas e sobre o qual se situa a pitoresca Ponte Vecchio. Por certo, a mais fotografada da cidade e a única remanescente da Idade Média. Habitada e repleta de lojinhas, sobretudo joalherias, nos seus dois lados, a ponte é o lugar ideal para um passeio nas primeiras horas da manhã, quando o calor e o vai e vem de turistas são menos intensos e fica bem mais fácil sacar uma, inevitável, selfie. 

Espécie de cereja do bolo de nosso roteiro, a poucos passos dali, nossa próxima parada, a Galleria degli Uffizi, concentra nada menos que o mais importante acervo de arte renascentista do mundo, incluindo obras-primas do porte de O Nascimento de Vênus, de Botticelli, e A Sagrada Família, de Michelangelo, além de coleções completas de mestres da pintura toscana como Ticiano e Caravaggio. Ocupando um edifício histórico, projetado por Giorgio Vassari, trata-se de um museu de grandes dimensões.  

Apesar de bem organizado, por período histórico e artista, percorrê-lo em sua totalidade não leva menos de quatro horas. Assim, dada nossa agenda apertada, nos adiantamos e já compramos os ingressos no site uffizi-tickets.org. Pelo serviço, é cobrada uma taxa de 4 euros – ficando 24 euros no total –, mas é aquele tipo de despesa que compensa. Sobretudo porque, uma vez livre de filas, se pode aproveitar a visita com mais tranquilidade.

No caso, entramos por volta das 9h30 e lá permanecemos até o meio-dia. Pudemos conferir as joias da coleção e ainda descobrir alguns tesouros menos visados, como os quadros barrocos de Caravaggio. Claro, um conhecedor de arte ou curioso pode ficar horas lá dentro sem sequer ver as horas passarem. Para nós, no entanto, pareceu tempo suficiente. Até porque precisávamos da tarde para conhecer os vinhos da Toscana.

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