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Em Linyanti, encontro com o leopardo e camp de mais de 5 mil dólares

Encontrar o solitário caçador pela savana dependerá da habilidade e da sorte dos guias; alojamento tem quartos com piscinas particulares

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

30 Junho 2015 | 00h01

LINYANTI - “Show me the leopard” (mostre-me o leopardo), disse certa noite ao guia um colega do grupo. Voltávamos de um dos primeiros safáris e a frase arrancou gargalhadas. Inusitada, ela se tornou nosso lema de viagem. 

Desde o início, soubemos que encontrar o felino não seria fácil. Individualista em sua vida de caçador, ele se concentra em atacar a presa sem falhas, o que exige enorme energia. Por isso, é difícil encontrá-lo de bobeira nos campos abertos da savana. Estávamos de volta à região do Chobe, área das concessões de Kwando, Selinda e Linyanti, onde nos hospedamos no Zarafa Camp

Partimos para mais um game drive, dessa vez na companhia de Joseph. No caminho, se sucediam avestruzes, girafas cujos pescoços se confundiam com troncos de árvores, kudus, impalas, zebras de olhares desconfiados, um ou outro búfalo, leoas com seus filhotes, formigueiros maiores que um ser humano e um céu colorido por aves e pássaros. 

Mas entre áreas completamente abertas, onde uma família de elefantes correu com a chegada de cães selvagens – que, aliás, também nos obrigaram a alterar a rota –, e trilhas tortuosas no meio da floresta, ouvimos rugidos. Dawson e Joseph analisavam pegadas e barulhos, as pistas da natureza. 

Foi quando despertamos Thandi, nossa acompanhante oficial, para que ela pudesse ver seu animal favorito, a girafa. Na mesma fração de segundos que olhamos para a esquerda para admirar a pescoçuda, Joseph se virou para a direita e disse, sem alarde: “Olhem o leopardo”. 

Esse talvez tenha sido um dos momentos mais marcantes de minha passagem por Botsuana. Com um sorriso de satisfação e gratidão, Dawson bateu nas costas do companheiro dizendo “bom trabalho, rapaz”. E então percebi o que torna tudo aquilo tão especial e único. 

Se mais uma vez a paciência se mostrou imprescindível, a perspicácia e sabedoria de quem criou laços com a natureza, como Dawson e Joseph, nos fez entender o porquê dessa viagem ter quebrado tantos de nossos paradigmas. 

Do leopardo, mal temos fotos. Foi num piscar de olhos que ele cruzou do meu lado, se emaranhou no matagal e deitou para não levantar mais. Permanecemos por muitos minutos parados, observando sua respiração ofegante erguer a pele marrom brilhosa, cheia de pintas pretas. 

O Zarafa Camp é um dos mais luxuosos de Botsuana, com certificado Relais & Châteaux. Seus donos, Dereck e Beverly Joubert, um casal de fotógrafos e documentaristas que fizeram diversos trabalhos para a revista National Geographic (conheça mais do trabalho deles em oesta.do/derekebeverly), deixam suas marcas em cada uma das quatro tendas gigantescas, com cômodos estilo loft. Há uma ampla sala de estar, seguida pelo quarto e o banheiro, que se divide em lavabo, banheira e chuveiros interno e externo. 

Além de um mini bar, que serve de amarula a uísque, e de uma piscina particular na varanda, cada quarto tem máquina fotográfica profissional e tela de pintura com aquarela à disposição dos hóspedes. A diária, para dois, pode custar entre US$ 2.820 e US$ 5.248 por pessoa.

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