Em Maraú, o clima é de pé na areia

Península avança oceano adentro e molda praias belíssimas, piscinas naturais e uma vila com vocação para balada

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2009 | 02h21

A Península de Maraú é uma joia turística. Um braço de terra que avança sobre o Atlântico, moldando com perfeição praias frequentemente citadas entre as mais belas do Brasil. Areia branca, mar azul-transparente, coqueiros a perder de vista. Muito verde, muitos peixes. E vilarejos com ruas de terra e pousadas charmosas.

 

Simples e sofisticada, Maraú atrai um público exigente, que gosta de natureza. De fato, não é qualquer turista que se dispõe a chegar até ali. A península fica em uma das extremidades da Baía de Camamu - o acesso é feito em 1h30 de barco entre Camamu e Barra Grande.

Barra Grande é o point. Concentra pousadas, restaurantes e bares à beira-mar, que comandam o agito da noite. Ou seja, é a base para explorar a região.

Vá de jipe. O sacolejo desses veículos 4X4 combina em tudo com a paisagem. Os passeios custam cerca de R$ 30 por pessoa. Leve dinheiro trocado, pois não há bancos por lá.

O roteiro mais lindo é o da Praia de Taipu de Fora. O cenário é aquele: águas claras, areia dourada e uma fileira de coqueiros. Tem mais, no fundo do mar. Taipu é para mergulhar. Alugue um snorkel por R$ 5 e entre na piscina natural de 1 quilômetro para nadar na companhia de peixes coloridos e corais.

 

 

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Enquanto isso, na areia, os mais preguiçosos se esticam em cadeiras e provam os petiscos do Bar das Meninas. Que tal o camarão com conhaque e leite de coco? O prato custa R$ 38.

Com o sol a pino, a parada é a Lagoa Azul - o reflexo dos raios faz efeito sobre as águas. O banho com os peixes é tão refrescante quanto o coco geladinho vendido no único quiosque.

O passeio continua pela Trilha das Bromélias. A caminhada dura cerca de 1 hora e revela espécies gigantes da flor. Para terminar, uma subida ao ponto mais alto de Maraú: o Morro de Taipu, com 51 metros. Dali, observa-se de um ângulo privilegiado a não menos privilegiada vizinhança: Baía de Camamu, Lagoa Azul, Praia de Taipu de Fora... Com direito a pôr-do-sol avermelhado.

Noite

Assim que escurece em Barra Grande, começa o corre-corre atrás dos melhores pufes e esteiras na areia. Os bares ficam na praia e têm clima descolado. Nos cardápios, frutos do mar, grelhados e drinques de nomes engraçados, como o antiestresse (vodca e hortelã), do Macunaíma. Outras duas dicas para comer bem e ouvir música popular brasileira: Graças a Deus e A Tapera. Dá para ficar ali até amanhecer.

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