Em Nairóbi, o lado urbano do Quênia

Longe das savanas e dos safáris que fazem a fama do país, a cidade é supermovimentada, tem avenidas largas e atrações que vão de mesquitas a museus, além de bons restaurantes

Fernanda Fava, O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2010 | 01h40

Nairóbi não tem savana, safári, tribos ou qualquer outro ícone que faça a fama do Quênia. A capital do país é cidade grande. Movimentada. Repleta de avenidas largas e arborizadas, por onde se espalham arranha-céus, centros comerciais, hotéis e mansões luxuosas. A gente na rua anda apressada - e muito bem vestida.

Mas não é preciso seguir esse ritmo frenético para conhecer suas principais atrações. A maioria está reunida no centro da cidade, tudo muito pertinho e, o melhor, bem no meio do agito.

Comece pelo Museu Nacional de Nairóbi se quiser ter uma aula interativa sobre a evolução das espécies e a história natural do país, um jeito diferente de conhecer o lado selvagem do Quênia. Logo no hall de entrada estão expostos gourds (cascas de abóbora decoradas usadas para guardar água, leite, cerveja e grãos) das 42 tribos nacionais.

Não deixe de entrar na sala dos mamíferos, com réplicas de elefantes, girafas e zebras, onde você pode comparar o seu peso com o dos animais numa balança especial. Nem no hall dos esqueletos e caveiras de ancestrais milenares.

Depois da visita, digamos, animal, siga para as avenidas Kenyatta e Moi, onde ficam quase todos os outros pontos turísticos. No quarteirão oficial da cidade, veja construções históricas como a prefeitura, o Parlamento e o Palácio da Justiça. Bem do lado, o famoso prédio redondo do Kenyatta International Conference Center, um centro de negócios que abre seu 30.° andar para que viajantes tenham uma bela panorâmica.

Não muito longe dali, o lugar onde funcionava a antiga embaixada americana, bombardeada em 1998, ainda pode ser visitado. O memorial é testemunha de tempos difíceis no país, quando ameaças terroristas eram uma realidade cotidiana. Esse episódio é hoje apenas parte do passado do Quênia. O país africano reconquistou sua estabilidade e segurança. Atenção: isso não quer dizer que os turistas possam andar desatentos, principalmente à noite. Nos deslocamentos, prefira o táxi - mas negocie o preço antes de o carro andar.

O tour continua pela mesquita central de Nairóbi, do século 19, cujos minaretes podem ser vistos de diversos pontos da cidade. A comunidade muçulmana representa 30% da população - os demais são protestantes (35%) ou católicos (35%).

E pode e deve acabar no mercado municipal, que reúne várias lojinhas de artesanatos tipicamente africanos. Impossível sair de lá com a sacola vazia.

Sabores. A culinária queniana é riquíssima, graças às influências africana, portuguesa e indiana. Milho, banana e abacaxi são ingredientes comuns, sempre temperados com curry.

Uma das especialidades locais é o tikka masala, um ensopado de frango com molho de tomate. Acompanha arroz branco ou pão chapati. Outro prato típico, o nyama choma, é algo como nosso churrasco: espeto de boi, frango, porco ou até crocodilo, avestruz e camelo.

O tradicional restaurante Carnivore serve a refeição desde 1972. O rodízio com todas essas opções custa cerca de US$ 25.

Vegetarianos também encontram boas opções nos cardápios da cidade. Destaque para o irio, uma pasta macia de milho, feijão vermelho, espinafre e purê de batata; e também para o ugali, um bolinho branco feito de semolina e servido frio.

Saiba mais

Visto: o documento, válido por três meses, custa US$ 25 e pode ser feito no aeroporto de chegada

Site: magicalkenya.com traz informações completas e fotos do destino

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