Em Shikoku, no Japão, objetivo é atingir o nirvana

O objetivo dos peregrinos que percorrem os 1.200 quilômetros que circundam a ilha japonesa de Shikoku é um só: conhecer e meditar em cada um de seus 88 templos budistas. Repleta de significados, a caminhada é um desafio que atrai tanto a fiéis budistas de todo o mundo como andarilhos atrás de belas paisagens e cantinhos extremamente espiritualizados.

O Estado de S.Paulo

28 Maio 2013 | 02h07

A menor das quatro grandes ilhas que formam o Japão significa literalmente "quatro províncias", sendo elas Tosa, Iyo, Sanuki e Awa, onde está a cidade de Naruto, ponto de partida do percurso. Fundado em 1687, o templo de Ryozen-ji é o marco zero.

O número de templos não é à toa. A explicação mais aceita é de que eles sejam divididos em quatro blocos, significando os quatro passos do caminho à iluminação. Do primeiro ao 23.º representam o despertar; do 24.º ao 39.º, a disciplina; do 40.º ao 65.º, o alcance da iluminação e, por fim, o nirvana.

Em geral, os henro (nome dado aos peregrinos) se vestem com camisa branca, carregam o kongõ-zue, espécie de cajado de bambu, e um chapéu cônico. Dentro da mochila levam oferendas e um livro de sutras.

Ao chegar aos templos, acendem incensos e repetem mantras. Os pernoites são feitos tanto em albergues quanto em casas de voluntários.

No Brasil, o roteiro é representado pelo Caminho do Sol (caminhodosol.org).

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