Paulo Saldaña/Estadão
Paulo Saldaña/Estadão

Em Sintra, curiosidades de um refúgio real

Se há um lugar nos arredores de Lisboa que vale a pena passar ao menos uma noite é Sintra. Encravada entre montanhas e florestas, ela era o refúgio preferido de vários reis de Portugal. Hoje, reserva caminhos com bares e lojinhas, além daquele clima feliz e saudável de montanha.

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2013 | 02h12

Bem perto da estação de trem está o Palácio Nacional e suas curiosas chaminés em forma de torre. Mas é o quase onírico Palácio da Pena, em um dos picos mais altos de Sintra, a cereja do bolo.

Finalizado em 1885, o palácio exibe uma mistura de estilos e excentricidades que faz com que tudo pareça um sonho. Ornamentos como o arco do Tritão, onde uma figura marinha assustadora recebe os visitantes, se misturam com as pedras aparentes do relevo, uma torre abobadada e paredes amarelas, azuis e vermelhas. O rei d. Fernando II não poupou gastos. O luxo pode ser visto nas acomodações internas, preservadas para visitação após a proclamação da República, em 1910.

Em outro pico da cidade, encaixado em meio às pedras, está o Castelo dos Mouros. São ruínas de uma fortificação do século 8.º, conquistada pelos reis portugueses no século 11. O visual das muralhas se perdendo no relevo da montanha parece coisa de filme. É possível reconhecer as construções da antiga residência do alcaide, na parte mais alta da muralha.

Estudos arqueológicos descobriram vestígio da ocupação do local desde 5000 a. C. O castelo passa atualmente por um trabalho de restauração, que vai recuperar as ruínas da igreja do século 12.

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