Em Viena, toque clássico em menus criativos

VIENA - Se nos mercados quem manda é a tradição, nos restaurantes de Viena a hora é de inovar. Chefs vêm dando nova cara a produtos tradicionais do país - sem deixar o sabor se perder.

Lilian Venturini, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2014 | 02h05

Em funcionamento há menos de um ano, o Konstantin Filippou (konstantinfilippou.com), na região da Ringstrasse, já garantiu uma estrela Michelin. Com decoração minimalista, que pouco lembra as referências imperais sempre tão presentes em Viena, o restaurante oferece duas opções de menu-degustação com quatro ou seis pratos, que mudam de tempos em tempos. Entre as criações amalucadas, um parfait de fígado de pato com uva isabela, codorna e pastinaca de entrada; cordeiro selado com língua, ameixa, milho e queijo gratinado. Os menus custam de 50 a 100, de acordo com os pratos escolhidos - é fundamental fazer reserva.

Outro recém-inaugurado é o Kussmaul (www.kussmaul.at), na região mais descolada da cidade: o bairro de Spittelberg, conhecido por ser reduto de artistas. No menu, opções de carnes e miúdos (muito apreciados por aquelas bandas), peixes, massas, o famoso schnitzel (tradicional escalope de porco à milanesa) e vinhos austríacos. O preço dos pratos varia de 11 a 15. Frequentado mais por locais que por turistas, o cardápio, por enquanto, está apenas em alemão. Mas os funcionários são pacientes para explicar os pratos para quem não fala o idioma.

Panorâmica. Perto do principal complexo cultural da cidade, o MuseumsQuartier, a cobertura de um hotel se transforma em opção simples e barata para curtir a noite vienense. Sofás aconchegantes recebem os clientes no De Dachborden, o bar do The 25Hours (25hours-hotels.com), que oferece uma linda vista da cidade. No cardápio, cervejas locais, vinhos e drinques, de 5 a 12. Se quiser provar algo típico, peça o weisser spritzer (vinho branco com água com gás), bastante consumido no verão.

A casa fica aberta até 1 hora da manhã às sextas-feiras e sábados. De lá, dá para esticar para uma baladinha, como o Albertina Passage (albertinapassage.at), numa passagem subterrânea próximo à State Ópera. Trata-se de uma combinação de bar, restaurante e casa de shows, com jazz e soul ao vivo. É preciso fazer reserva e ficar atento ao dress code - tênis são proibidos.

 

150 ANOS DA RINGSTRASSE

Em 2015, a via que circula o centro de Viena completa 150 anos. No local, havia uma muralha, que foi derrubada em um processo que levou quase 50 anos. Uma série de eventos vão celebrar a data; acompanhe: ringstrasse2015.info.

Ícones. Pelos 5,3 km da via, há uma arquitetura variada: grega, barroca, neorrenascentista, gótica. Considerada um símbolo de transformação cultural e socioeconômica por ter interligado a área nobre de Viena aos bairros, a Ring reúne ícones como a State Ópera, parques e cafés.

Roda, roda. Com formato circular, é fácil percorrer toda a extensão da Ring. Além dos bondinhos, é possível fazer um tour de bicicleta ou, para quem tem fôlego, a pé. Quem gosta de fotografia pode fazer um tour guiado com a equipe do Polawalk (www.polawalk.com). Custa, em média, 50 euros por pessoa - em inglês.

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