Em Waldeck, duendes, teleférico e castelo

No alto da montanha escarpada, um castelo. Parece pendurado no precipício, às margens do Lago Edersee. Cartão-postal de uma cidade pequena, mas cheia de charme, o Castelo de Waldeck se impõe na paisagem, ainda ao longe.

Adriana Moreira/Estadão,

06 Agosto 2013 | 12h39

O cenário idílico ganha reforço graças ao Parque Nacional Kellerwald-Edersee (nationalpark-kellerwald-edersee.de), logo em frente, um Patrimônio da Unesco de quase 6 mil hectares. Explore-o a pé, em 13 trilhas circulares e bem marcadas, ou de bicicleta, em quatro opções de trajetos.

Dentro do castelo, que começou a ser erguido em 1100, não é preciso ter título de nobreza para usufruir das instalações. Desde 1906, ele é também um hotel (schloss-hotel-waldeck.com), com quartos confortáveis cujas diárias começam em  98 o casal, com café da manhã. Mas mesmo não hóspedes podem visitar as áreas comuns, sem custos, ou ir ao restaurante, no quinto andar, e usufruir da vista de tirar o fôlego. Nos dias ensolarados, o terraço é a pedida.

Há pouco para ver no centrinho, logo ao lado, além dos detalhes das casas do século 17, ainda usadas para comércio e moradia. A cidade, em compensação, tem outras atrações. Pegue o teleférico rumo às margens do Edersee, que faz as vezes de praia nos dias quentes. A beira-rio é agradabilíssima, com aparelhos de ginástica, ciclovia e brinquedos infantis.

Dali, nem parece que o lago foi formado artificialmente, com a construção de uma represa para aliviar as constantes enchentes da região. A obra foi realizada entre 1908 e 1914, e dá para andar sobre seu imenso paredão em um passeio de catamarã ( 20) estilo hop on-hop off, no qual é possível descer em outras estações e explorar o entorno.

Duendes operários

Diz a lenda que, na colina onde está o Castelo de Waldeck, havia também a passagem para o mundo dos elfos e duendes. Foram eles que ajudaram os cavaleiros na construção, fazendo com que a obra corresse rapidamente e sem falhas.

Mas o principal cavaleiro não gostou de um detalhe: uma enorme pedra no caminho que levava ao castelo. Ele chamou os cavaleiros e exigiu que a rocha fosse removida. Um deles alertou que, se isso acontecesse, o reino dos elfos seria destruído. O chefão, no entanto, estava irredutível.

Naquela noite, os duendes se aproximaram dele durante o sono e cantaram uma canção pedindo que deixasse a pedra em seu lugar. Disseram que não era preciso se preocupar: ela estava presa a correntes e ancorada com uma cruz e uma estrela. Assim, quando acordou no dia seguinte, o grande cavaleiro exigiu que ninguém mudasse a rocha de lugar, que segue ali até hoje. E os duendes ganharam uma estátua em sua homenagem, próxima ao castelo.

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