Encantos de ano-novo

Enquanto o mítico dia 31 de dezembro espreita ali do próximo sábado, quem ainda não está na praia nem tem viagem marcada entre hoje e sexta-feira sente algum calafrio ao pensar que não vai dar para pular as sete ondas. Pode colocar na conta de Iemanjá, a rainha do mar para o candomblé e a quem fazemos oferendas mesmo sem saber (ou acreditar), os congestionamentos recordistas que entopem estradas nos dias antes e depois da noite de ano novo no Brasil.

O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2011 | 03h08

Herdamos da cultura africana a crença de que começar o ano à beira-mar traz saúde, amor e dinheiro nos 12 meses seguintes. Mas, pelo País, as tradições e simpatias de ano-novo têm berço multinacional. O brinde com champanhe é de origem francesa. O hábito de comer uvas nos últimos minutos do ano que se despede, herança portuguesa - produtores de vinho, os patrícios guardavam as sementes de uva como símbolo de fartura. As lentilhas foram trazidas pelos italianos, consideradas minimoedas da fortuna. Romã é símbolo judaico de prosperidade. E a roupa branca, mais um hábito dos seguidores do candomblé que virou sinônimo de réveillon.

E já que o negócio é dar um jeito de garantir o seu quinhão de sorte, saiba o que fazer caso esteja no exterior no ano-novo. Com ou sem praia, mandingas para a data existem no mundo todo. E nada mais interessante que celebrar como os anfitriões.

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