Encarar uma volta ao mundo

Há anos você repete a mesma coisa: "meu sonho é largar tudo por um ano e viajar pelo mundo". Ok, o dólar e o euro já foram mais favoráveis a esse projeto. Mas pense de outra forma: sempre haverá alguma situação adversa. Cabe a você ignorar todas elas e começar a se planejar. Acredite, não é tão difícil quanto parece. O fotógrafo Edu Feijó, de 43 anos, que o diga. No ano passado, ele passou cinco meses viajando por 20 países da Europa, África, Ásia e Oceania. "Queria mudar de vida, tirar um ano sabático", conta ele, que deixou de ser executivo em uma empresa para investir na fotografia, um sonho antigo.Foram dois meses de planejamento. "Acabei escolhendo países que renderiam mais material para vender ou expor", explica ele. A escolha do melhor tipo de bilhete foi minuciosa. "Optei pela Oneworld, que tinha uma passagem por quatro continentes, exatamente como eu procurava."Encontrar o tipo de passagem ideal para o seu itinerário é o primeiro passo para dar a volta ao mundo. Tenha em mente, no entanto, que durante o trajeto tudo pode mudar. E por vários motivos. Você certamente terá vontade de desbravar lugares que não constavam no roteiro original, desistirá de outros e vai ficar mais tempo do que o esperado em muitos deles. Tudo perfeitamente normal.Mas pode ser que o itinerário desejado também tenha de ser modificado antes mesmo do embarque, por causa do tipo da passagem. Por isso, pesquise bem. Dependendo da aliança escolhida, você terá de abrir mão de certos destinos.Algumas regras são comuns às três principais: Oneworld, Skyteam e Star Alliance. Em geral, permitem de 3 a 15 paradas e exigem que você viaje em uma direção contínua. O tempo mínimo de viagem é de dez dias e você tem até um ano para completar sua jornada.Não esqueça de se associar a um programa de milhagens. "Acabei não conseguindo muitas milhas nos trechos por causa de uma série de restrições impostas pelas companhias", avisa Feijó. "Mas acumulei muitas usando o cartão de crédito." STAR ALLIANCECom 24 empresas aéreas associadas (três delas regionais), a Star Alliance oferece o maior número de destinos: 975, em 162 países. O preço da passagem de volta ao mundo é calculado de acordo com as milhas percorridas, que podem ser de 26 mil a 39 mil. No site www.staralliance.com você pode planejar sua viagem aos poucos. É só salvar o roteiro no computador e continuar o processo mais tarde. Sem pressa.Depois que estiver com sua rota completa, você preencherá um formulário bem simples para, em seguida, receber o preço estimado do bilhete. O trajeto a partir de São Paulo, passando por Los Angeles, Havaí, Tóquio, Índia, Turquia, Tunísia e Paris, por exemplo, sai por a partir de US$ 3.465.SKY TEAMCom a entrada da China Southern Airlines, a Sky Team ficou mais próxima de sua principal concorrente, operando 841 destinos em 162 países. O sistema de passagem de volta ao mundo é bastante semelhante ao da Star Alliance, também com opções de passagens entre 26 mil e 39 mil milhas. Os preços são a partir de 2.699. Mais informações no site: www.skyteam.com.ONEWORLDA Oneworld tem dois tipos de passagem de volta ao mundo: por número de continentes ou por milhas, no sistema Global Explorer. Opera em 675 destinos em mais de 130 países, com 10 empresas aéreas associadas: American Airlines, British Airways, Cathay Pacific, Finnair, Iberia, JAL, Lan, Malév, Qantas e Royal Jordanian. No site www.oneworld.com o viajante pode encontrar exemplos de itinerários, além de um mecanismo para fazer o cálculo estimado do preço da passagem aérea. A opção mais em conta, para uma viagem por quatro continentes, custa US$ 3.300. Já no sistema Global Explorer, por milhas, o menor preço, para um bilhete de 29 mil milhas, é de US$ 3.399.

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