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Encontre a Dory - sem tirá-la de seu hábitat

Descubra os lugares onde você pode ver o peixe da espécie cirurgião-patela, que ganhou fama com o personagem do cinema

O Estado de S.Paulo

30 Junho 2016 | 23h12

Em Procurando Nemo (2003), o pequeno peixe-palhaço é retirado de sua casa, na Grande Barreira de Corais, para habitar o aquário de um dentista em Sydney, deixando seu pai desesperado à sua procura. Era de se esperar que as pessoas percebessem que levar os peixinhos do mar por puro capricho não era legal. Mas o que ocorreu na vida real foi um aumento de 40% na venda de peixes-palhaço para aquários caseiros.

Com a estreia de Procurando Dory nesta semana, a ONG Finding Nemo Conservation Fund se mobilizou para que o mesmo fenômeno não ocorra com o cirurgião-patela (também conhecido como tang azul), a espécie de Dory. Isso porque, segundo a ONG, a espécie de Dory ainda não conseguiu se reproduzir em cativeiro, o que significa que 100% dos peixes desse tipo encontrados em aquário foram retirados da natureza. 

Mas você pode sim encontrar Dory sem que ela seja prisioneira do seu aquário. Confira alguns lugares do mundo onde é possível ver o peixinho - e deixe-o lá mesmo.

Aquários gigantes

Não, não é legal ter uma Dory na sala de sua casa. Mas aquários gigantes funcionam como zoológicos de espécies marinhas – e alguns deles têm um importante papel na conservação de espécies.

O Aquário de São Paulo exibe, além de Dory, cinco espécies de peixes-palhaço – ou Nemos. Ao todo, são 9 mil metros quadrados e 2 milhões de litros d’água, onde vivem 3 mil exemplares de aproximadamente 300 espécies de animais. O ingresso infantil custa R$ 40 e o adulto, R$ 80; às segundas-feiras, ingressos de adulto e criança custam R$ 40.

Do outro lado do mundo, o Chimelong Ocean Kingdon, na China, é considerado pelo Guinness Book o maior aquário do mundo, com 22,7 milhões de litros d’água. O local, cuja construção é repleta de polêmicas ambientais, conta com oito áreas temáticas. Dory e outros exemplares da Grande Barreira de Corais está na Avenida Oceânica.

O parque temático chinês tirou o título de maior do mundo do Georgia Aquarium, em Atlanta, nos Estados Unidos. O local, que detém diversos certificados de excelência ambiental, tem mais de 30 mil metros cúbicos de água e 120 mil animais de 500 espécies. Dory está lá – bem pertinho de Nemo.

Na natureza

Em Procurando Nemo, Marlin, o pai do peixinho fujão, encontra Dory entre a Grande Barreira de Corais, ao norte da Austrália, e Sydney. Na natureza, contudo, a família de Dory é imensa, com 75 espécies de peixes Acanthuridae, nem todos exatamente iguais à personagem. Indivíduos com características iguais à de Dory habitam os oceanos Índico e Pacífico, da costa leste africana a ilhas da Micronésia até o Havaí.

Na Austrália, é possível avistar muitas Dorys nos passeios que partem de Cairns, ao norte. Não é preciso ser um mergulhador certificado como P. Sherman para observar o peixe azul e outros tipos coloridos e encantadores (nós estivemos lá; leia a reportagem aqui). Os preços começam em US$ 109. Quem tem certificado ganha a vantagem de ir a pontos ainda mais preservados da Grande Barreira – nesse caso, prefira sair de Port Douglas, alguns quilômetros ao norte de Cairns. É também mais caro – uma média de US$ 200. Encontre opções aqui.

Também é possível encontrar Dory em ilhas de resorts luxuosos e cheios de mimos, como Seychelles e Mauricio, na costa africana. Snorkel basta para ver o peixinho nadando entre os recifes. Nessas ilhas, os passeios costumam ser agendados diretamente no seu hotel.

No Atlântico, são cinco tipos de Acanthuridae – e alguns deles habitam a costa brasileira. Em João Pessoa, quem faz o passeio de barco para a Praia da Penha encontra uma piscina natural de águas clarinhas e mornas, repletas de Dorys bem similares à original. O transporte até lá é feito pela Maresia Turismo e custa R$ 40. Leia mais sobre o destino aqui.

 

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