Endereços estrelados, do quarto à mesa

O melhor restaurante a uma viagem de elevador de distância do seu quarto no melhor cinco-estrelas. Ainda que pareça mordomia demais, pode acreditar: há um seletíssimo grupo de hotéis que, além de serem integrantes da Leading Hotels of the World, associação que reúne hospedagens de luxo pelo planeta, ainda abrigam, em suas dependências, um restaurante (ou dois) com três estrelas no Guia Michelin.

FELIPE MORTARA, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2011 | 03h07

De tão seleto, o grupo tem apenas três integrantes. Dos quais o mais impressionante é o Hotel Windsor Toya (desde 39 mil ienes ou R$ 893; www.windsor-hotels.co.jp/en), na ilha de Hokkaido, no norte do Japão. Lá você encontra não um, mas dois restaurantes três-estrelas, dentro de uma construção que lembra um navio de cruzeiro.

No restaurante do chef Michel Bras, que aprendeu a cozinhar com sua família em uma pequena hospedagem francesa, o carro-chefe é o festejado gargouille (gárgula), prato que leva 20 vegetais frescos colhidos nos arredores e temperados com quase 30 tipos de ervas.

No Arashiyama Kitcho, o visitante se delicia com misturas de vegetais e nozes com frutos do mar locais. O chef Kunio Tokuoka propõe um aperitivo de polvo para abrir a refeição, seguido por peixe pedra grelhado em fogo baixo com berinjela, tomate e brotos de gengibre levemente apimentados. Como sobremesa, frutas e nozes da estação compõem doces preparados com chá matcha green, que dá uma coloração esverdeada ao prato.

Realeza. Em 1975, o príncipe Rainier e a princesa Grace celebraram seu vigésimo aniversário de casamento na adega do Hotel de Paris (desde 345 ou R$ 835; hoteldeparismontecarlo.com), no glamouroso principado de Mônaco. Winston Churchill, Nelson Mandela e Michael Jackson integram a lista de hóspedes ilustres do hotel inaugurado em 1864, um dos mais antigos do mundo. Ali, entre janelas e terraços que são o melhor ponto para assistir à corrida mais charmosa da temporada anual da Fórmula 1, está o restaurante Louis XV.

O cardápio assinado pelo chef celebridade Alain Ducasse é baseado em ingredientes e temperos do Mediterrâneo. A entrada clássica é preparada com vegetais da Provença cozidos com trufas negras e azeite especial. Siga com peito de perdiz dos Alpes, acompanhado de foie gras de pato e batatas grelhadas. De sobremesa, praliné crocante de avelãs servido com crepe bretão, que leva até folhas de ouro.

Glamour. Paris tem seu endereço duplamente gabaritado na Rue du Faubourg Saint-Honoré, pertinho da Champs Elysées. Além de ser um dos mais elegantes da cidade, o Hotel Le Bristol (a partir de 800 ou R$ 1.938; lebristolparis.com) tem no térreo o restaurante conduzido pelo chef Eric Frechon, um dos mais importantes do país.

Em seu menu, Frechon privilegia produtos da estação - um dos pontos altos é o mês da trufa, em janeiro. Nesta época, saem da cozinha pratos como macarrão recheado com trufas negras, alcachofras e foie gras de pato, gratinado com parmesão curado.

Um dos destaques da casa é o chanterelle, preparado com lagostim ao forno. Seguido por uma sobremesa de chocolate Nyangbo, cacau líquido, wafer caramelado e sorbet coberto por uma fina camada de ouro.

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