Endereços favoritos de Hemingway

Da vila de pescadores aos coquetéis, as 'pegadas' deixadas pelo escritor

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

24 Março 2009 | 02h36

Um fotógrafo, um homem idoso e uma vara de pesca são os únicos que se movem no fim de tarde de Cojímar. As poses e o local evidenciam o objetivo de reproduzir cenas de O Velho e o Mar (1952), talvez ilustrar o trecho "tudo nele era velho, exceto seus olhos", o mais famoso da obra. O livro que rendeu o Prêmio Pulitzer a Ernest Hemingway (1899-1961) foi inspirado na vila de pescadores, 10 quilômetros a leste de Havana, onde o escritor gostava de ancorar o barco pesqueiro El Pilar.

 

Obra-prima: o vilarejo de Cojímar inspirou o autor a escrever 'O Velho e o Mar'

Boêmio, polêmico e empenhado em se tornar um mito, o americano viveu 21 anos em Cuba e virou um ícone. Hoje, os lugares que ele frequentava, a exemplo do silencioso vilarejo de poucas ruas e casinhas de alvenaria, usam a preferência do escritor para chamar a atenção.

 

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Eis outras paradas indispensáveis do tour Hemingway:

  

Os bares

Em Havana Velha, os restaurantes Bodeguita del Medio (Calle Empedrado, 207) e El Floridita (Callle Obispo, 557) estampam, na fachada de cada um, a sua metade da famosa frase "mi mojito en la Bodeguita y mi daiquirí en El Floridita". Ambos mantêm a qualidade dos drinques celebrizados pelo escritor, mas servem comida cara e insossa. Em Cojímar há outro restaurante da lista dos preferidos de Hemingway, o La Terrazza (Calle Real, 161). Fotos do autor com Fidel Castro decoram o lugar, especializado em frutos do mar.

O hotel

O quarto 511 do Hotel Ambos Mundos (Calle Obispo, 153; www.hotelambosmundos-cuba.com; diária a partir de R$ 207), onde Hemingway morou e teria escrito alguns capítulos de Por Quem os Sinos Dobram (1940), foi transformado em museu com objetos pessoais do autor.

O museu

Em Finca Vigía, a casa onde Hemingway morou em São Francisco de Paula, a 15 quilômetros de Havana, estão os resquícios mais interessantes do escritor na ilha. Das relíquias de caça, como cabeças de animais, à piscina onde Ava Gardner nadou nua e, claro, o barco El Pilar, há vários objetos expostos na propriedade convertida em Museu Hemingway (Carretera Central, km 12,5; www.cnpc.cult.cu/cnpc/museos/VVFinca_Vigia/Principal.htm).

Trânsito criativo

Além dos carros vintage, uma das marcas de Cuba, o trânsito local está cheio de provas de criatividade no quesito meios de transporte. Confira:

 

linkCocotáxi: o triciclo com uma cabine amarela em formato de ovo tem lugar para duas pessoas, mais o condutor

linkBicitáxi: o condutor pedala e você vai atrás, em um banco coberto para dois passageiros

linkCharrete: só turista desavisado aceita pagar para fazer um city tour de charrete. Na frente do Capitólio, uma volta panorâmica que não vai muito além de Havana Velha sai por até 25 pesos conversíveis (R$ 62), um passeio que você pode muito bem fazer a pé

linkGuagua: sinônimo de transporte público. Os melhores são antigos ônibus escolares amarelos. Já os "camelos" são sequências de carrocerias de caminhão, usados por moradores da periferia.

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