Entre as ondas e nas trilhas, diferentes ângulos do litoral

Além de baleias e golfinhos, a qualidade das ondas de Imbituba também atrai turistas para a região. A Praia da Vila, por exemplo, já recebeu oito vezes a etapa brasileira do Circuito Mundial de Surfe (WCT), a primeira divisão do esporte. O Rosa também está entre as praias favoritas dos surfistas. Quem pega onda por lá diz que o mar quase sempre está em boas condições.

IMBITUBA (SC), O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2012 | 03h12

No inverno, o uso de roupa de borracha é indispensável para cair na água fria. E surfar próximo às baleias dá um gostinho especial. "É um presente da natureza, um colírio para os olhos", diz Alcione Martins, de 40 anos, que mora no Rosa e pratica o esporte desde a adolescência.

Andando pela praia você encontra algumas escolinhas de surfe. A do Capitão David (facebook.com/capitao.david.3) oferece curso de quatro aulas em três dias por R$ 150. Ele empresta pranchas e macacão de neoprene para os alunos.

Na Praia da Barra da Ibiraquera as condições são ideais para windsurfe, kitesurfe e stand up paddle, modalidade de surfe com auxílio de uma pá de remo. Quem busca algo menos radical pode "surfar" na própria Lagoa de Ibiraquera. No encontro com o mar, ela forma um pequeno rio rodeado de dunas de areia - onde dá para praticar sandboard.

Fora da água, outra opção são as cavalgadas. A pousada Vida, Sol e Mar (vidasolemar.com.br) opera passeios com guia por R$ 45. O percurso norte, até a Praia do Ouvidor, em Garopaba, dura 1h30min e é recomendado para crianças - e para quem não está acostumado a cavalgar. Já o percurso sul tem 2h30 de duração e leva à Praia da Barra da Ibiraquera. O retorno é pelo Caminho do Rei, de onde se contempla a Praia do Luz. Termina no portinho do Rosa Sul.

Embora mais cansativo, é possível percorrer o Caminho do Rei a pé. Ou andar do Rosa ao Ouvidor, passando pela Praia Vermelha, por trilhas sinalizadas que contornam os costões rochosos. Quando a maré está baixa, dá para ver na extremidade norte do Ouvidor marcações circulares nas pedras. São vestígios da fabricação de artefatos pelos indígenas que habitavam a praia há centenas de anos. / C.L. e J.P

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