Entre brilhos e aromas das feiras alemãs

Pode ser o brilho das luzes amareladas, o som das bandas típicas, o aroma de castanhas, canela e baunilha. Ou a combinação de tudo isso. Basta o fim do ano se aproximar para os alemães saírem às ruas rumo aos famosos mercados natalinos - devidamente protegidos com potentes sobretudos e casacões, já que o frio da época é mesmo de doer.

O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2011 | 03h09

A tradição, que vem lá do remoto século 15, se espalha por metrópoles e vilarejos, ocupando grandes parques e praças com barraquinhas de comida e artesanato. Não importa a idade, crianças e adultos ficam visivelmente encantados com os enfeites em vermelho e dourado - sem falar no quase sempre presente carrossel colorido.

A partir do fim de novembro, é quase impossível andar por Berlim sem se deparar com um deles. Só a capital promove cerca de 60 feiras, sendo a da Gendarmenmarkt a mais conhecida delas. Ali, malabaristas, acrobatas e grupos musicais dividem espaço com artesãos que entalham bonecos de madeira, todos inseridos em um mesmo espírito natalino. Para provar a diversidade berlinense, o mercado da Kollwitzplatz se destaca por ser ecológico. Enquanto todas as delícias gastronômicas levam ingredientes orgânicos, os artesanatos usam matéria-prima reciclada e as árvores de Natal são de reflorestamento.

Norte a sul. Nuremberg, na região sul da Baviera, se orgulha de ter uma das mais antigas e abrangentes feiras natalinas do país. O Christkindlesmarkt ocorre há pelo menos 400 anos na praça Hauptmarkt. Cerca de 200 barraquinhas se espremem dentro dos 4 quilômetros que restaram de uma muralha medieval, vendendo desde as conhecidas salsichas bratwürst ao glühwein, vinho quente que é tão apropriado ao clima frio.

Ainda no sul, a Munique da Oktoberfest também se rende aos festejos de rua natalinos. O maior mercado se concentra na Marienplatz, principal praça e onde está o prédio da prefeitura. Este, por sinal, também não escapa: sua fachada gótica ganha centenas de luzinhas.

Com características particulares, o mercado de Dresden, a oeste do país, é comumente chamado de Feira Medieval. As barracas, bem ao estilo da época, são comandadas por vendedores tão empolgados que até se vestem de monges para ajudar no clima festeiro. No menu, os principais destaques da culinária nacional, como joelho de porco e currywürst. / BRUNA TIUSSU

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.