Bruna Toni/Estadão
Bruna Toni/Estadão

ENTRE NO CLIMA E DESCUBRA OS FEITIÇOS DA NORUEGA

Inspiração para os cenários de Frozen, animação da Disney que ganhará um cruzeiro temático em junho, país tem atrativos suficientes para aquecer corpo e alma, seja cruzando os fiordes ou se jogando nos esportes de inverno

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 03h00

OSLO - Quando o dano-norueguês Hans Christian Andersen deu vida à Rainha da Neve, em 1844, Dinamarca e Noruega já haviam se separado. O conto de fadas que, 169 anos mais tarde, inspirou Frozen, animação da Disney lançada em 2013, tinha como cenário um mundo sombrio, onde o bem e o mal se confrontavam. A história, um tanto diferente da versão romantizada que chegou ao cinema, assumiu novos contornos e, apesar de sua origem ser considerada dinamarquesa, foi no território norueguês que os roteiristas se debruçaram para criar o reino encantado e frio de Arendelle.

De lá para cá, não foi apenas o roteiro cinematográfico que passou por mudanças. Depois da independência, em 1905, a Noruega se transformou em um dos países mais ricos e desenvolvidos do mundo – em 2014, pela primeira vez, um país teve um PIB per capita acima de US$ 100 mil. 

Foi um longo processo. “Éramos muito pobres”, conta Dagfinn Orjasceter, nosso motorista e companheiro de viagem no caminho repleto de fiordes entre Alesund e Bergen. Com apenas 3% de terras férteis, cobertas por gelo e sob a escuridão do inverno na maior parte do ano, o país sofreu uma reviravolta na metade do século 20, quando foram descobertas grandes reservas de gás natural e petróleo no Mar do Norte. Em cem anos, a Noruega deixou de ser o país mais pobre da Europa para ver sua capital, Oslo, com o maior Índice de Desenvolvimento Humano do mundo, segundo a ONU. Outra consequência, não tão positiva aos turistas, foi o aumento do custo de vida. 

Do cenário sombrio, que pode até lembrar a história original de Andersen, a Noruega viu florescer sua cultura e economia. Investiu em educação e qualidade de vida e conseguiu atrair os olhos do mundo para as águas azuis de seus fiordes, florestas frias e montanhas cobertas de gelo, onde se pratica todo tipo de esporte, tanto no verão quanto no rigoroso inverno. Os espaços urbanos ganharam vida graças a uma arquitetura que chama a atenção nos pequenos detalhes e combina, de maneira harmoniosa, o antigo e o novo.

Apesar de a primavera já bater à porta no fim de abril, quando percorremos o país ao longo de dez dias, a neve ainda cobria parte do chão e dos telhados dos sobrados revestidos de grama, uma das maneiras mais comuns de garantir o aquecimento interno nas casas. Uma simples paleta de cores vivas e sóbrias é responsável por todo o colorido que quebra o branco da neve e o verde escuro da natureza. Feitas de madeira, mesclam na pintura extena amarelo-mostarda, vermelho-vinho, azul-escuro e, sobretudo, branco. Uma ou outra sai desse padrão, preferindo um pretinho básico. 

Ainda não havia nenhuma criança pulando nas camas elásticas que ocupavam grande parte dos quintais, principalmente em Oslo. “São as nossas piscinas”, brinca Matias Balbo, nosso guia turístico na capital e um sagaz conhecedor da cultura brasileira, apesar de sua nacionalidade argentina. 

O reino norueguês comandado na vida real por Haroldo V e Sônia não é encantado. Mas há razões para duvidar disso, sobretudo entre junho e agosto deste ano. Nesse período, Elsa, a rainha de Frozen, visitará o país ao lado da irmã Anna e do namorado dela, Kristoff. Será o primeiro cruzeiro temático da Disney na Noruega, que, por algum tempo, será Arendelle de verdade. Mais: oesta.do/disneynoruega.

SAIBA MAIS:

Aéreo: Oslo – SP: R$ 4.648 na KLM (klm.com); R$ 4.635 na Lufthansa (lufthansa.com); conexões em Amsterdã e Munique, respectivamente.

Dinheiro: 1 coroa norueguesa vale R$ 0,39. Leve a moeda local no bolso. Nos fiordes, é mais difícil encontrar caixas eletrônicos ou lugares com maquininhas.

Fuso: 4 horas (Brasília).

Site: visitnorway.com

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Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 03h00

OSLO - Oslo está longe de ter o típico clima de capital megalomaníaca – e conquista o turista justamente por isso. Com seu charme provinciano e, ao mesmo tempo, moderno, parece viver apenas longos domingos. Seus 640 mil habitantes, entre noruegueses e imigrantes (a maioria suecos, que ocupam postos de trabalho mais baratos) se espalham pelas partes planas e montanhosas que um dia foram território viking. 

O frio não espanta as pessoas de caminhar nos parques ou passear de bicicleta. Ao menos até as 22 horas, quando a luz do dia finalmente chega ao fim na primavera, o movimento de trabalhadores, estudantes e turistas é intenso nas ruas próximas à estação central de trem. Os carros, quase todos elétricos (a gasolina é cara e há uma política de preservação ambiental que inclui pontos na rua para recarregá-los), dividem espaço com as ciclovias, vermelhinhas como as nossas. Por quilômetros, elas acompanham as árvores retorcidas, ainda sem flores. 

À sua maneira, a cidade-sede do Prêmio Nobel da Paz está pronta para receber tipos variados de viajantes. A única coisa em comum que todos devem ter, porém, é um bolso cheio. Eleita a terceira cidade mais cara do mundo por uma agência ligada ao jornal The Economist (atrás de Cingapura e Paris), passar um dia lá não é barato – um café ou uma xícara de chá custa de 30 a 40 coroas (R$ 12 a R$ 16). Não faltarão, contudo, atrações – as principais delas estão abaixo

DESCUBRA A CAPITAL

Transporte: barcos fazem passeios pelos fiordes (boatsightseeing.com) e há ciclovias por toda parte (alugue bikes a 100 coroas ou R$ 38 por 24 horas; bysykler.no/oslo). O Oslo Pass dá direito a transporte por toda cidade desde (320 coroas ou R$ 126; oesta.do/ooslopass).

Munch e outros gênios: estar diante de O Grito e de outras obras do pintor Edvard Munch é um exercício de reflexão. No Museu Nacional, há ainda obras de Rodin e Cézanne. Ingressos a partir de 30 coroas (R$ 12) Mais: nasjonalmuseet.no. Visite ainda a casa do escritor Henrik Ibsen, onde funciona um museu: oesta.do/museuibsen.

Arte ao ar livre: parece mesmo haver em Oslo uma busca pelo sentido da vida, como se vê no Vigeland, o maior parque de esculturas do mundo, criadas por Gustav Vigeland (1869-1943). São 212 peças feitas de bronze, granito e ferro forjado. Da entrada ao Monolito, os corpos humanos nus expressam as relações humanas ao longo da vida. Mais: oesta.do/vigelandpark

Almoço com vista: pizzas e tacos são comuns, mas é claro que não podem faltar as criações com peixes e frutos do mar. Na região portuária, o Louise Restaurant & Bar é uma boa opção para prová-los, com cardápio variado, pratos rápidos e vista para a Fortaleza de Akershus, construída no século 13. Mais: restaurantlouise.no

Se quiser uma opção mais descolada, vá até o Hitchhiker (hitchhiker.no) experimentar comida de rua. No piso superior de uma espécie de "Mercadão", só que menor e menos caótico, o bar e restaurante mantém um clima jovem, com pôsteres colados nas paredes, mesas e cadeiras coloridas e bandeirinhas de festa junina no teto. Apesar de o cardápio ser todo escrito em norueguês, os garçons explicam pacientemente em inglês cada um dos pratos e petiscos - que também podem ser vistos, com preços, no site.

Radical: Holmenkollen (skiforeningen.no/holmenkollen) é o lugar para deslizar no gelo (com patins ou trenó) ou pedalar nas montanhas. Lá está o mais antigo trampolim olímpico de esqui do mundo e ainda o Vinterpark (oslovinterpark.no), repleto de atividades para iniciantes e profissionais; desde 65 coroas (R$ 25). 

História: conhecer a Noruega exige uma visita ao Museu Viking Ship, onde estão objetos e três barcos usados e sepultados pelos guerreiros nórdicos há milhares de anos. Só indo até lá para descobrir, por exemplo, que os típicos capacetes vikings não tinham o par de chifres que estamos acostumados a ver. Mais: khm.uio.no.

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Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 03h00

ALESUND - O avião parecia que ia aterrissar na água, tão perto dela fica o aeroporto de Alesund, cidade norueguesa no litoral do país. Foram quase duas horas de viagem de Oslo até o frio rigoroso dessa parte mais ao norte do território (não esqueça luvas e touca, mesmo na primavera).

Mesmo com o tempo nublado, a cidade vale nem que seja para passar apenas um dia, caminhando entre suas ruas tranquilas, ocupadas por construções art nouveau, ou para provar o famoso bacalhau.

Suas casas e prédios seguem o modelo medieval, composto por torres, pináculos e ornamentos. O incêndio que devastou o local em 1904 e desabrigou 10 mil pessoas não deixou rastros - hoje, a cidade é referência arquitetônica. Para saber mais sobre ela, vá ao Art Nouveau Centre (jugendstilsenteret.no), numa farmácia do início do século 20 com decoração de época. No piso superior, o museu guarda móveis e quadros antigos (ingressos desde 40 coroas ou R$ 16), enquanto o café divide espaço com a pequena loja de souvenir no térreo. De junho a agosto, das 10 às 17 horas diariamente; no resto do ano, das 11 às 16 horas, de terça a domingo.

Motivo de orgulho para os locais, o Aquário de Alesund (atlanterhavsparken.no), a 3 quilômetros do centro, conta com uma parte externa com vista para o oceano, onde vivem os pinguins. Dentro, um enorme aquário de vidro reúne peixes de todas as espécies, alimentados por um mergulhador diariamente. Preste atenção aos bigodudos: eles são a principal espécie do famoso bacalhau norueguês - Alesund, aliás, é o seu maior exportador. Entradas: 170 coroas (R$ 65) para adultos e 75 coroas (R$ 29) para crianças. Abre o ano inteiro, das 11 às 18 horas.

Se tiver tempo, invista nas atividades como caiaque, pesca e trilhas. Caso contrário, dê um pulo no Mount Aksla Viewpoint (visitalesund-geiranger.com), de onde se tem a vista mais famosa da cidade. Mais: visitalesund.com.

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Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 03h00

GEIRANGER - Todo o caminho até Geiranger, um povoado com apenas 250 habitantes na cidade de Stranda, é uma atração por si. Visto da janela do carro, o gelo parece que vai despencar dos paredões montanhosos a qualquer momento. A sensação de imersão completa na natureza aumenta quando descemos para ver a vista do mirante Ornesvingen (oesta.do/ornesvingen). Difícil não fazer uma selfie no local, mesmo com o vento forte atrapalhando.

É de Geiranger que sai o navio que cruza o fiorde homônimo e leva também a Stryn, no fiorde vizinho de Sogne. A caminhada até o embarque é curtinha, mas você pode parar para conhecer a cachoeira, as lojas de roupa, cafés e uma simpática casa de chocolates. A viagem dura 1h30, tem até quatro partidas diárias no verão e custa 205 coroas (R$ 78).

Antes de embarcar, porém, aproveite para conhecer um atrativo diferente, escondidinho dentro do Hotel Union (hotelunion.no). O dono da hospedagem, Karl Mjelva, coleciona carros antigos que circularam pela região entre 1920 e 1930. Um deles pode ser visto logo na recepção. Outro faz as vezes de uma grande mesa, onde são deixadas xícaras e pratinhos para o café. Outros oito, entre um Cadillac 1919 e um AA Ford de 1929, estão expostos em uma pequena sala onde funciona o Museu Veteran Car (oesta.do/veterancar). Há também documentos antigos de gigantes do ramo, como Shell, Tiger e Esso, e fotografias da época. 

Como não poderia deixar de ser, a decoração de outras partes do hotel são inspiradas no mundo automotivo. O bar, por exemplo, é uma animada oficina mecânica com mesa de bilhar, decorado com pôsteres, rabiscos na parede e uma bomba de gasolina antiga da Texaco.

De volta ao barco e aos fiordes, o cenário não poderia ser mais bucólico. Cercado por montanhas cuja vegetação mal se distingue das rochas, o canal parece não ter fim. O vento forte faz o corpo se inclinar para trás sem esforço – mais uma prova de que luvas e gorro são indispensáveis. Se estiver muito gelado, corra para a parte interna da embarcação, com poltronas quentinhas. Mas não por muito tempo: a paisagem que se vê do lado de fora, formada por cachoeiras, penhascos e fazendas abandonadas vale o nariz gelado – depois, é só se aquecer com um café. Mais: geiranger.no.

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Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 03h00

LOEN - No fim de abril, quando o gelo ainda não se desfez totalmente, mas já dá sinais de fraqueza – em silêncio, é possível escutar seu quebrar –, o lago verde que se forma a 346 metros do nível do mar, aos pés de uma geleira com 1.200 metros de altura, parece mesmo ter sido cristalizado pelas mãos de uma poderosa rainha da neve. Estamos em Briksdalsbreen, uma parte da maior geleira europeia, preservada dentro do Parque Nacional Jostedasbreen (briksdalsbre.no), em Loen, no fiorde Nord. 

O caminho até lá reserva cachoeiras e uma vista fascinante do vale Oldedalen. Mas choca saber que, até poucos anos atrás, a geleira tinha um alcance muito maior, como indicam as placas colocadas pela trilha. Consequências do aquecimento global.

São cerca de 30 a 45 minutos de caminhada. Mas dá para subir de Troll, um carro especial e aberto que poupa nosso esforço nos 2,5 quilômetros mais íngremes da montanha. Ao todo, há 13 veículos disponíveis, cada um com capacidade para seis pessoas. Ingressos a 190 coroas (R$ 74). Mais: nordfjord.no.

Antes ou depois, vale dar uma passadinha em Aabrekk (aabrekkgard.no), uma típica fazenda norueguesa. Como ela, muitas outras foram construídas nas áreas rurais do país antes mesmo do início da era cristã. Em uma visita despretensiosa ao local, volta-se a um passado escasso de tecnologias e modernidades.

Dentro de um antigo celeiro de 1895, um espaço aconchegante tem aroma de comida fresquinha de vó. Ali funciona o restaurante que atende tanto hóspedes do local (há chalés dos séculos 18 e 19) quanto turistas que estão apenas de passagem. 

Com 23 anos, Hans Aabrekk Graadac não tem nada de vovó. Mas é dele a responsabilidade pela cozinha. Seus pratos – deliciosos, por sinal – são feitos com alimentos produzidos na própria fazenda. Uma refeição completa, com sobremesa, sai por 288 coroas por pessoa (R$ 114).

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Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 03h00

FLAM  - Dagfinn Orjasaeter, nosso fiel escudeiro que, além de motorista, fazia as vezes de guia ao lado da jovem Julie Strandheim, ficou à nossa espera quando o barco do safári partiu de Aurland, uma ramificação do fiorde Sogne que fica no centro do povoado de Flam.

Vestidos com macacões amarelos fosforescentes sobre camadas de casacos, toucas, luvas e óculos de proteção, era difícil se mexer, assim como fotografar. Alguns segundos sem as luvas eram suficientes para sentir as mãos quase petrificadas. Mas nenhum desses obstáculos, comuns a quem está acostumado com o calor dos trópicos, é suficiente para tirar a graça de um passeio pelo fiorde Naeroy, um patrimônio da Unesco. 

O trajeto de quase 3 horas não reserva apenas atrativos naturais, como as enormes quedas d’água onde se pode encher as garrafinhas sem preocupação, mas também histórias do cotidiano dos moradores dos vilarejos isolados nas montanhas e lendas do folclore escandinavo. As mais famosas envolvem os Trolls, temíveis criaturas semelhantes aos ogros.

O ponto alto do safári é a parada na vila de Undredal, com apenas 85 moradores, entre eles Leif Inge, fazendeiro que nos recebeu com um banquete de queijos produzidos no local e aproveitou para dar uma palhinha de canções típicas. O tour sai por 690 coroas (R$ 268) por pessoa; fjordsafari.com.

Ao lado dos barcos fica a estação de trem Flamsbana (flaamsbana.no), de onde partem diariamente e em vários horários vagões que levam à estação de montanha Myrdal, na linha Oslo-Bergen. Quanto mais alto, mais esbranquiçada fica a paisagem. É a neve que nos faz esquecer que já chegou a primavera. De repente, a voz do motorista que explicava a história e a geografia do lugar começou a desaparecer à medida que flocos de neve desciam do céu – uma experiência inédita para esta repórter. Como disse um amigo certa vez: se for a sua também, tenha a certeza de que será tão emocionante quanto conhecer o mar. Mais: visitflam.com.

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Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 03h00

HARDANGER - No caminho de Flam para Voss, uma cidade localizada entre os fiordes de Sogne e Hardanger, quase toda a estrada é acompanhada por um lago congelado e por uma porção de pinheiros de Natal enfileirados que só cedem espaço para casinhas atoladas no gelo. Sob chuva (ah, a primavera), descemos para almoçar no sofisticado hotel Fleischer’s (fleischers.no). Esqueça o luxo-ostentação – ali, menos é, de fato, mais. O prédio, construído em 1889 ao estilo suíço, carrega até hoje um ar de nobreza.

Há também um ponto importante em sua história (e que não parece espantar os turistas). Reza a lenda que por ali circulam os espíritos dos fundadores do hotel, Fredrik e Madalena – o quarto 407 seria o preferido dos fantasmas. Eu, hein...

Cheia de vida é a região vizinha de Hardanger, onde há uma infinidade de cachoeiras. Seguindo pela aldeia de Norheimsund, em Kvam, um jorro d’água despenca de uma altura de 50 metros, formando um caminho de rio no meio da estrada. A cachoeira, batizada de Steinsdals, ganhou há dois anos uma trilha, que passa atrás da queda d’água. Hora de encher a garrafinha novamente. 

Aproveite ainda para para ver as montanhas cobertas de neve por um ângulo diferente. O Hotel Ullensvang (hotel-ullensvang.no) agenda passeios de helicóptero desde 600 coroas por pessoa (R$ 236). Depois de um dia na estrada, nada melhor do que relaxar dando um mergulho em suas piscinas aquecidas ao ar livre, admirando a paisagem nevada. Mais: hardangerfjord.com.

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Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 03h00

BERGEN - Nenhuma bebida é tão comum na Noruega quanto o suco de maçã. Mas não se engane pelas garrafas vendidas nos mercados. O gosto é outro quando se experimenta um feito na hora, com a fruta colhida aos seus olhos.

Saindo de Hardanger, na Rota 7, a 90 minutos de Bergen, paramos na fazenda Steinsto (steinsto.no) para fazer uma boquinha. Há oito gerações a família investe no pomar e na produção de geleias e sucos. Também servem almoço e jantar diariamente de junho a outubro (não dispense a torta de maçã).

Jovem e artística. Bergen, assim como Oslo, nos faz voltar do mergulho profundo na natureza. A segunda maior cidade da Noruega é descolada em suas construções, tem comidas de todos os tipos e respira arte dentro e fora de seus museus.

“Bergen, pela localização costeira, sempre esteve mais próxima dos outros lugares”, conta a guia Julie. Isso, e o fato de ser uma cidade universitária, contribuem para seu clima leve (apesar da incessante chuva) e cosmopolita.

É indispensável conhecer parte do Kode (kodebergen.no). O complexo de museus ocupa um lado inteiro do lago Lille Lungegardsvann, no coração da cidade, com mostras da arte clássica à contemporânea. A entrada custa 100 coroas (R$ 39), mas fica grátis com o Bergan Pass. 

Se a chuva der uma trégua e o tempo não estiver nublado, embarque ao lado de locais no funicular que leva ao disputado Monte Floyen (floyen.no). Os bondes do Floibanen saem a cada 15 minutos e custam, ida e volta, 85 coroas (R$ 33). Mais: visitbergen.com.

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