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Entre os muros de Ávila, relíquias medievais

A cidade onde Santa Teresa nasceu respira religiosidade. Hoje com 59 mil habitantes, Ávila é rodeada pela muralha mais preservada da Espanha, com 2,5 quilômetros de perímetro, 87 torres de observação e 9 portões. Não à toa, está na lista de patrimônios da humanidade da Unesco. Erguida entre os séculos 11 e 12, a muralha foi modificada e restaurada ao longo dos tempos, com toques góticos e renascentistas. Para caminhar por ela, paga-se 5 euros; muralladeavila.com.

Mateus Coutinho, O Estado de S. Paulo

28 Julho 2015 | 00h00

Dentro dos limites do muro, Ávila parece ter estacionado no tempo. E é fácil caminhar entre suas principais atrações – quase todas religiosas. Em meio às inúmeras igrejas, o Convento e Museu de Santa Teresa é destino certo para os peregrinos. Foi ali que a santa nasceu, em um quarto simples, sobre o qual foi construída uma capela banhada a ouro. O local guarda ainda obras de arte e esculturas sobre a história e a vida da beata, objetos utilizados por ela (como seu cajado) e um dedo da santa. Sim: segundo consta, o ditador Franco manteve a relíquia ao lado de sua cama durante seu governo. 

Outra atração é o primeiro convento fundado por ela, em 1562. O Convento de São José é hoje moradia para 20 freiras, e preserva a simplicidade pregada por Santa Teresa em seu templo sem ornamentos (entrada: 1,40 euros). No Monasterio de La Encarnación (entrada a 2 euros), Teresa foi internada aos 15 anos por seu pai, depois da morte da mãe. 

Visite ainda a catedral da cidade, que começou a ser construída no século 12, mas só foi finalizada 400 anos depois, já em estilo gótico. Em contrapartida a esse cenário austero, o Palácio Los Serrano é um espaço cultural com exposições de arte contemporânea, palestras e um belo jardim. 

Comer e beber. Entre uma igreja e outra, permita-se apreciar sem culpa as deliciosas yemas (gemas) de Santa Teresa. O doce tradicional da cidade, feito a partir de gema de ovos e açúcar e com um quê de quindim, tem uma origem misteriosa. Dizem que a receita tem influência mourisca e teria se popularizado na época em que a santa viveu; em outras versões, seria uma receita de monges. Certo mesmo é que você vai encontrar os docinhos por toda a cidade – uma das casas mais tradicionai é a La Flor de Castilla (Plaza José Tome, 2-4), em funcionamento desde 1860. A caixa com seis unidades custa 6,95 euros.

À noite, Ávila não oferece muito. O La Bodeguita de San Segundo (Calle de San Segundo, 19) é o bar mais famoso, e costuma lotar graças a sua ampla oferta de vinhos e tapas saborosas. Mas os preços são um sacrilégio. 

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