Escolha seu pedaço de areia

Nada de guarda-sóis empilhados: até as praias mais concorridas têm espaço de sobra

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2009 | 02h40

Conhecer de uma só vez as 60 ilhas que formam o arquipélago é impossível. Mas nada impede que você se esforce para descobrir várias delas. Algumas são bem distantes - e desabitadas. E mesmo as mais, digamos, agitadinhas parecem paraísos de tranquilidade quando comparadas a outras regiões do Caribe.

 

As praias de Tortola, a maior ilha, são também as mais movimentadas. Para simplificar: é provável que você encontre mais dois ou três grupos de turistas. No máximo. Smuggler"s Cove, no West End, fica a uma hora do centro, mas vale os chacoalhões no carro. Tem apenas a barraquinha do simpático Eugene, que oferece espreguiçadeiras (sem cobrar nada), churrascos (apenas razoáveis) e uma infinidade de drinques (esses, sim, excelentes).

 

Veja também:

linkUm labirinto em diversos tons de azul

linkOito maneiras de entender a região

linkCenários revelados em um trimarã

linkTesouros submersos em águas rasas

No fim de tarde, a pedida é seguir para Cane Garden, de onde se vê um belo pôr do sol. Jante por lá mesmo, no Mytt"s, que exibe um cardápio caprichado. A cozinha aberta vira uma atração à parte. Tudo é preparado na hora, fresquinho. Só fique atento à conta: você será cobrado em mais 17% pelo serviço.

Com 13 marinas, Tortola é o principal ponto de partida para explorar o arquipélago. A maioria dos ferries regulares sai de Road Harbour, no centro, como os que vão para St. John, nas Ilhas Virgens Americanas (USVI), e para as Ilhas de Jost Van Dyke e Virgem Gorda - a segunda mais habitada, com 3 mil moradores.

Virgem Gorda, aliás, terá de estar em seu roteiro. A estrada que cruza a ilha é repleta de mirantes e, acredite, cada um com uma visão única. Vá direto ao The Baths (entrada US$ 3) e não programe mais nada para o restante do dia.

As placas que indicam Devil"s Bay devem ser seguidas. No percurso, marcado por pedras gigantescas, é possível parar para se refrescar em piscinas naturais - os tais baths. Quando a trilha termina, os olhos custam a acreditar no cenário.

A praia é simplesmente perfeita: água na temperatura e na profundidade adequadas, de um verde claríssimo e sem ondas. Não dá vontade de sair por nada. Mas será preciso - a não ser que você tenha trazido na mala quantidade suficiente de água e de comidinhas. Nenhum bar nas redondezas, nem ambulantes. Só sossego, mar e céu azul. Maravilha, não?

Caso não tenha recheado a mochila com víveres, pare no Mad Dog, na saída do The Baths. Rústico e agradável, vende várias versões de cachorro-quente. Nenhuma parecida com a nossa, mas você pode pedir, sem medo, o sanduíche que dá nome ao bar. Pão de forma branco ou preto, alface, tomate, bacon, maionese e, é claro, salsichas. Custa US$ 6,50.

EM TODA PARTE

Do lado oposto de Virgem Gorda, Jost Van Dyke tem uma matemática interessante: 180 moradores e 25 bares. Um deles, o Soggy Dolar, famoso entre barqueiros e velejadores. Os clientes chegavam a nado e com os dólares encharcados - ou soggy.

O Soggy Dolar segue a linha hippie-chique, com redes penduradas nos coqueiros, espreguiçadeiras e um público que quer ver e ser visto. Na vila de Jost Van Dyke há outros, mais relaxados. O Foxy"s, por exemplo, é ótimo para almoçar. Tem um jeitão pé na areia, camisetas assinadas por gente do mundo todo, mesas com mapas de navegação e um cardápio simples e caprichado. O hambúrguer - para lá de bem servido, com fritas - custa US$ 11.

 

A ILHA AFUNDADA

A última fronteira do arquipélago é Anegada, ao norte de Virgem Gorda. Chamada por muitos de ilha afundada, tem apenas 290 moradores. Um snorkel é o suficiente para ver diversos navios naufragados, depois de serem atingidos por traiçoeiros corais.

Devil's Bay: não há bares ou ambulantes por ali. Por isso, leve água e comida se quiser passar o dia

Smuggler's Cove: por terra, são pelo menos 40 minutos até chegar à afastada praia de Tortola. Mas você não vai se arrepender

Mais conteúdo sobre:
Viagem & Aventura Caribe

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.