Estreante, Stella Australis une luxo e descontração

Uma taça de champanhe recepciona os passageiros do Stella Australis, acompanhada das boas vindas do capitão Oscar Sheward. "Sintam-se em casa", ele diz. E todo este cuidado, o tratamento atencioso e os esforços legítimos para que todos fiquem realmente à vontade se repetirão ao longo de toda a viagem.

O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2011 | 03h06

Novo em folha, o navio está em seu primeiro ano de expedições. As cabines têm dimensões agradáveis e, sua melhor característica, janelas enormes. A temperatura interna é controlada pelo próprio hóspede. Se há algo a lamentar, talvez seja a ausência de um frigobar individual.

Há cabines para casais ou com duas camas separadas. E existe ainda um modelo de suíte um pouco maior, onde é possível estender mais uma cama para quem viaja com filhos.

Com uma decoração que mistura madeira, aço polido e couro, o aspecto é de conforto e luxo. Em cada um dos quatro pisos há uma sala onde você pode relaxar. Isso quando não está em curso nenhuma das interessantes palestras e sessões de vídeos sobre pássaros, flores e pinguins, bastante frequentes na programação da embarcação. Há, ainda, aulas de nó de marinheiro e sobre vinhos chilenos.

Café da manhã, almoço e jantar são servidos no único restaurante do navio. O menu caprichado lista suculentos salmões, centollas e um inesquecível tataki de atum (um tipo de preparo que sela a carne). Tudo acompanhado de bons vinhos chilenos e argentinos. Vale atenção especial quanto aos horários: são fixos e não há opção de lanches fora desta agenda.

O cruzeiro pela Patagônia não guarda muitas semelhanças com viagens feitas em grandes transatlânticos por destinos litorâneos pelo planeta. A preocupação é de que seja uma expedição e, apesar de o bar ficar aberto durante todo o dia, não há festas que avancem além de meia-noite. O que não impede que você fique pela área comum, desde que não perca a hora dos compromissos nas primeiras horas do dia seguinte. Tudo devidamente anunciado por um alto falante dentro do seu quarto.

A maioria das atividades, inclusive a concentração para os desembarques, ocorre no bar, no último piso. No balcão, o barman prepara drinques. O mais pedido é, claro, o pisco sour. Também é possível experimentar a boa cerveja Austral, de Punta Arenas. E fique tranquilo. O balanço do navio é ameno e os corredores têm barras de apoio nas paredes. / PAULO SALDAÑA

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