'Eu vou, eu vou...', com dose extra de emoção

FERNANDO OTTO / ORLANDO , O Estado de S.Paulo

08 Julho 2014 | 02h06

Os Sete Anões nunca deixariam Branca de Neve andar no seu novo trem para a mina. Não que a viagem seja outra tentativa da madrasta de tirar de seu caminho a mais bela jovem do reino, mas a trilha rápida e cheia de curvas poderia assustar a frágil princesa. Quem quiser encarar essa aventura já pode conhecer o local onde Dunga, Mestre, Atchim, Zangado, Dengoso, Soneca e Feliz descobrem brilhantes e pedras. É só embarcar no Trem da Mina dos Sete Anões, atração que concluiu a maior reformulação da história do Magic Kingdom, parque símbolo de Walt Disney World, em Orlando. 

A reforma, que começou a ser entregue em 2012, dobrou de tamanho a área da Fantasyland (leia mais abaixo).

Antes de mergulhar no mundo subterrâneo construído pelos pequenos trabalhadores, é possível ajudar a turma a separar joias e brilhantes da areia numa esteira virtual. Seguindo o trajeto, surgem 12 fontes de água cristalina, acionadas pelo movimento das mãos embaixo delas. Cada uma emite um som correspondente às notas da escala musical.

O anão Mestre, líder da turma, só permite o embarque de quem tiver pelo menos 97 centímetros de altura. Menores de 7 anos precisam de acompanhante com ao menos o dobro da idade. Apesar das doses de adrenalina, a montanha-russa é feita para toda a família, respeitadas as restrições. O trem tem cinco vagões de madeira talhados a machado e feitos com tiras de metal e pregos, bem ao estilo dos donos da máquina.

Sacolejo. Graças a uma nova tecnologia desenvolvida pelos imagineerings, profissionais que estão por trás de cada atração (leia na página 9), os vagões balançam para frente e para trás durante o percurso, o que aumenta a emoção nos trechos rápidos.

Como os pequenos mineiros não têm tempo a perder, a partida é repentina. Quem se distrair com a vista da floresta encantada desde o topo da primeira rampa, de aproximadamente 10 metros de altura, será pego de surpresa pela súbita descida que leva aos subterrâneos. O emocionante caminho tem curvas inclinadas e muita velocidade até que chega à "mina onde 1 milhão de diamantes brilham". Quem recebe os visitantes é Dunga que, meio atrapalhado, não consegue carregar três sacos cheios de pedras brilhantes recém-saídas da mina.

O dia de trabalho também foi bom para Atchim, que encheu três baldes com preciosidades coloridas. No entanto, sempre resfriado, ele está prestes a espirrar e derrubar a pilha toda.

Soneca encontrou um bom lugar para tirar um cochilo: o baú com brilhantes que ele acabara de encher. O pequeno mineiro devia estar muito cansado, pois não percebe que um incômodo gambá dorme feliz com a cauda pousada em seu nariz. Ele só desperta com o sinal do relógio que, às cinco da tarde, faz com que Mestre chame seus companheiros para voltar para casa.

O som ambiente das marretadas é então substituído pela canção que marca gerações desde 1937, quando a primeira versão do filme de Walt Disney foi lançada. E a turma inteira cantarola o famoso refrão: "Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou...".

No percurso até o topo, as sombras dos sete personagens acompanham o movimento do trem, como na famosa cena do filme. A reprodução foi tirada das películas originais dos anos 30, para manter total fidelidade à história. Ao chegar ao cume, o caminho passa novamente para uma área externa com vista para o castelo de Cinderela, ao fundo da floresta encantada. O trem acelera forte, passa por pontes, quedas d'água e morros a mais de 40 quilômetros por hora, até chegar à casa da turma.

Neste ponto, o trem desacelera: durante mais uma animada festa ao fim de um produtivo dia, Branca de Neve dança com Dunga ao som da banda formada pelos pequenos trabalhadores. A viagem termina com o olhar macabro da bruxa que, com um cesto de frutas nas mãos, espera o melhor momento para entregar a maçã envenenada à princesa. Nem parece, mas já se passaram mais de 5 minutos de pura fantasia.

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