Excesso, só mesmo de treinos

As refeições são vegetarianas, arroz, lentilhas, legumes, e feitas em silêncio em um espaço comunal. Embora álcool e carne não sejam proibidos em Rishikesh, são difíceis de encontrar. E os uniformes de elastano de Manhattan não combinam com os códigos de vestuário do ashram, que pedem que as mulheres cubram pernas e ombros.

O Estado de S.Paulo

15 Julho 2014 | 02h06

As ruas de Rishikesh estão forradas de anúncios de aulas de ioga. Fui a Tattvaa Yogashala para mais uma série rigorosa de posturas num estúdio de frente para o Ganges, um dos vários que aceita visitantes por menos de US$ 8. Com o esforço muscular vem a dor, mas há uma profusão de massagens a US$ 40.

Um de meus passatempos favoritos foi participar de satsangs, sessões de perguntas e respostas espirituais. Depois de três dias, eu estava praticando de seis a oito horas de ioga por dia. Meu estresse começava a se dissipar. Em uma semana de licença do celular, percebi que sou terrível em algo caro a iogues: equilíbrio.

A própria Rishikesh forneceu o paradoxo: apesar das férias da modernidade, muitos moradores têm dificuldade de satisfazer necessidades básicas. Conclusão clichê, mas real - e que não se resolve num tapete de ioga.

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