Faça a festa nos mercados de rua

Eles são bagunçados, barulhentos e podem motivar compras absurdas. Mesmo assim, são difíceis de resistir

15 Setembro 2009 | 03h15

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ATENAS | Bagunçado como todos - talvez um pouquinho mais, na verdade -, o mercado de pulgas funciona aos domingos, no centrão de Atenas. A visita vale mais pelos itens inusitados que pelas possibilidades reais de encontrar pechinchas. A feira em Monastiráki reúne uma grande quantidade de peças volumosas de mobiliário e objetos como gramofones antigos, nada portáteis e de utilidade questionável. Também se esmera na linha dos quebráveis, com toda a sorte de estátuas (gregas, é claro) e pratinhos.

ROMA | Os turistas são poucos na região. Primeiro ponto positivo para o bairro do Trastevere. O segundo, sem dúvida, é o barulhento e colorido mercado de pulgas que ocorre no Arco de Santa Maria, aos domingos. Os preços são camaradas e os vendedores aceitam negociar (promessa de mais barulho). Roupas, acessórios, réplicas de pinturas e toda sorte de quinquilharias recheiam as barracas.

LONDRES | O filme Notting Hill, com Julia Roberts e Hugh Grant, ficou antigo até para o padrão Sessão da Tarde, mas é certo que fez milagres na divulgação da feira de antiguidades de Portobello Road. A cada sábado, vende de ursinhos de pelúcia a manuscritos; de porcelanas a telefones antigos. Roupas e acessórios expostos têm um inevitável jeito de Amy Winehouse.

NOVA YORK | Se Manhattan é a meca das lojas multimarcas off-price, o Brooklyn pode ser considerado o lugar dos mercados de rua e dos brechós com jeitão (e cheiro) de passado. O Brooklyn Flea ocorre em dois locais: na Avenida Lafayette, em Fort Greene, aos sábados, e debaixo da Ponte do Brooklyn, aos domingos. Destaque para os acessórios vintage.

BUENOS AIRES | Sim, muito provavelmente você já está cansado de passar os domingos no entorno da Plaza Dorrego, vasculhando as barraquinhas da feira de San Telmo. Só que não dá para falar de mercado de pulgas sem citar a versão portenha. Latinhas vintage, talheres de prata, estolas de pele, broches. E o melhor: em peso.

PEQUIM | Antiguidades antigas, antiguidades novas, quinquilharias, pôsteres de Mao Tsé-tung, peças de jade... Aos fins de semana, o mercado de Panjiayuan fica ainda mais recheado e caótico que na versão dia útil. Também há livros, móveis, estátuas de Buda... Por causa do clima de bagunça geral, ganhou o nada lisonjeiro apelido de Mercado Sujo. Tudo bem. Mas que é irresistível, isso ninguém pode negar.

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