Danilo da Costa/Divulgação
Danilo da Costa/Divulgação

Família pesada e feliz em meio à Mata Atlântica

Bebê hipopótamo é o mais novo morador do Zooparque de Itatiba, que guarda mais de mil animais de 180 espécies em uma área de 500 mil metros quadrados

Felipe Mortara, de O Estado de S.Paulo,

30 Julho 2013 | 02h17

O bebê do momento é fofinho, gordinho e tem bigode. Bigode? Sim. Afinal, o bebê mais famoso do Zooparque de Itatiba é um hipopótamo, nascido há pouco mais de três meses e ainda sem nome. Apesar de ser a estrela local, o filhote, que chegou ao mundo com de mais de 30 quilos, não é a única atração do espaço.

Basta seguir por uma trilha única, de 3 quilômetros, para passar por todos os recintos onde vivem os animais. São cerca de mil ao todo, de 180 espécies, espalhados por uma área de 500 mil metros quadrados cercada de Mata Atlântica. A maioria mora em grandes e espaçosos viveiros que reproduzem seus hábitats. Essa talvez tenha sido a razão de Gurba e Gordo terem se sentido tão à vontade para acasalar. Gurba chegou em 2002 do zoológico de Munique, na Alemanha, e surpreendeu seu tratador ao aparecer com o bebê.

A feliz família está instalada em um espaço que reproduz a savana africana, com direito a piscina e muita lama. Perto dali, cinco rinocerontes - o maior grupo do País - pastam placidamente, observados sem desconfiança por enormes avestruzes, que caminham entre grous e outras aves menores. Mais alguns passos e nos deparamos com as enormes e delicadas elefantas Honey e Bambi.

Quem também arranca suspiros é a tigresa Juma, que chega bem pertinho dos visitantes. Calma, não há perigo algum: um vidro grosso separa o animal dos rostos curiosos, que não param de clicar (sem flashes, por favor). Juma, assim como outros de seus companheiros de zoo, foi parar no parque após a proibição de shows com animais em circos.

Espécies nacionais também têm seu espaço. Além da jaguatirica, estão lá as antas Lara, Clara e Antunes, exemplares do maior mamífero da América do Sul. Quem nunca viu um tamanduá de perto tem a chance de ver logo meia dúzia: Tiaguinho, Thales, Teobaldo, Thais, Thelma e Terezinha. Ao lado, a misteriosa lobo-guará Zuleide exibe toda sua elegância.

Hora da fome. Aos sábados, domingos e feriados, o zoológico ganha outras possibilidades de interação. É possível, por exemplo, acompanhar a alimentação dos bichos: às 11 horas, antas e cervos-do-pantanal ganham sua refeição; às 15, é a vez de hipopótamos e elefantes. As lontrinhas asiáticas comem logo depois, às 16 horas.

Também são montadas estações de toque, para que as pessoas desmistifiquem seus medos e aprendam mais sobre espécies temidas, como ratos e cobras. Quando há filhotes, o berçário do parque fica aberto para visitas.

Além de ver os bichos, os pequenos podem se divertir no playground e até andar a cavalo (valor pago à parte, desde R$ 13). A entrada custa R$ 30 para adultos e R$ 18 para crianças - mais informações em zooparque.com.br.

Reprodução

A gestação do hipopótamo dura de 227 a 240 dias. Com apenas um ano, o filhote já estará pesando 250 quilos. A mamãe só volta a se reproduzir depois de 2 anos 

Caminhada em meio a araras e tucanos

Quando abriu as portas, em 1994, o Zooparque de Itatiba se chamava Paraíso das Aves. Afinal, o espaço abrigava mais de mil exemplares de pássaros do mundo todo. Apesar de ter ganhado novos habitantes, as aves continuam como protagonistas e representam de 60% a 70% dos animais do parque.

Chamado de Aviário da Alegria, um espaço de 1.400 metros quadrados, cercado de tela, guarda dezenas de espécies. Os visitantes caminham por um bosque, podendo ver de perto tucanos e papagaios. É preciso lembrar, contudo, que a casa é dos animais. Nada de correr para persegui-los, gritar ou assustar os bichos.

Criado por um holandês apaixonado por aves da fauna brasileira (mas que prefere se manter anônimo), o parque possui raros exemplares de arara-azul e ararajuba. O tuiuiú, pássaro típico do pantanal, também faz parte do time. Sem falar dos flamingos e do curioso grou coroado, que você vê na foto. / F.M.

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