Festivais: maratonas ao ar livre

Fabiana Caso, O Estado de S. Paulo

21 Setembro 2010 | 07h00

 

No inverno, os clubes são boas opções. Mas no verão, ou mais precisamente do fim de junho até o começo de setembro, os jovens europeus embarcam em viagens sonoras ao ar livre: os festivais. Eles se espalham por todo o continente, aliando belos cenários e boa música, em maratonas de três dias de shows e arte, ou até uma semana.

 

Alguns ocorrem em locais inusitados como fortes abandonados, hipódromos, anfiteatros clássicos ou até ex-pistas de pouso. O line up é o mais variado, assim como o tamanho: há eventos enormes e minúsculos, que por vezes servem de plataforma de lançamento de novas tendências musicais. Eles também convidam à imersão: são o ponto de encontro de pessoas que compartilham afinidades por um estilo. Em média, você pode esperar desembolsar de 40 a 70 euros para todos os dias de festival, incluindo acampamento. Há exceções mais caras, porém, pensando no preço do festival brasileiro SWU que está para acontecer, é uma pechincha.

 

Electric Elephant

Na estonteante costa do mar Adriático que banha a Croácia, o evento propõe uma aventura musical na pequena (e antiquíssima) vila de pescadores de Petrcane. Os shows rolam dentro de uma danceteria, na praia e até mesmo dentro de um barco que tem duas saídas diárias - levando a festa para cima do mar. E não apenas o estilo eletrônico está presente, mas também reggae e até folk. O festival costuma acontecer no final de agosto. E, na mesma região, acontece no começo de julho o The Garden Festival (thegardenfestival.eu).

 

Exit Festival

Começou em 2000 como um ato de protesto ao regime de Slobodan Milosevic. Com o sucesso, virou um festival fixo que acontece no começo de julho no forte de Petrovaradin, na Sérvia. Construído no século 13 no alto da margem do rio Danúbio, tem uma vista espetacular para a cidade de Novi Sad, a segunda maior do país. Hoje, o Exit atrai milhares de pessoas, que acabam próximo ao rio e assistem aos shows ecléticos de grandes nomes da eletrônica (Prodigy), rock (como Iggy Pop ou White Stripes), rap, em nada menos do que 12 palcos.

 

Fusion

Ao longo de quatro dias do final de junho, a ideia é mergulhar em um universo artístico paralelo, em um campo de aviação usado pelos russos durante a Segunda Guerra, na cidade alemã de Mecklenburg. Pistas e construções em forma de túneis são redecoradas e servem de palco a performances, teatro, apresentações de DJs e shows de vários estilos. Já no campo ficam muitas instalações de arte. Para muitos, o Fusion é um dos melhores festivais europeus. Só que os ingressos são concorridos: compre com pelo menos três meses de antecedência.

 

Astropolis

Em um dos pontos mais extremos do noroeste francês, Brest rende-se à cadência de beats eletrônicos durante cinco dias. A proposta é rever a utopia, e servir como uma frente militante de propagação das raves, continuando o movimento. Em suma, pode ser definido como uma festa libertária, cujo lema é "rave up!". Há quinze anos, o evento celebra esse espírito, oferecendo cinco noites de apresentações de DJs de várias vertentes, como o techno, techno hardcore, electro, house e outros estilos mais experimentais.

 

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