Flores da Cunha, entre música e obras de arte

A pequenina cidade de Flores da Cunha é o que se pode chamar de opção enogastronômica mais nova da Serra Gaúcha. Não que a cultura da uva esteja começando por ali - o município é o maior produtor do país, graças aos vinhos de mesa. O que ocorre é que os produtores da cidade querem agora seguir a trilha de Bento Gonçalves. Ou seja, chamar a atenção dos consumidores (e visitantes) pela qualidade.

FLORES DA CUNHA, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2012 | 02h12

"Fizemos mudanças nos últimos dez anos e podemos dizer que já temos também alguns (vinhos) entre os melhores do Brasil", diz Deunir Argenta, presidente da Associação dos Produtores de Vinhos dos Altos Montes (Apromontes), com 11 vinícolas.

A 170 quilômetros de Porto Alegre, a pequenina cidade de 27 mil habitantes, rodeada por vales e montes, foi o refúgio encontrado por imigrantes italianos que tentavam escapar da miséria no Velho Continente no fim do século 19. Agora, baseada no cultivo da uva e na indústria de móveis, é considerada uma das mais prósperas da região.

Luxo. Bem no meio do município, em uma área de 55 hectares, fica a luxuosa vinícola Luiz Argenta (www.luizargenta.com.br). No prédio de arquitetura moderna são produzidos os vinhos e também há uma butique onde se pode comprá-los a partir de R$ 30 cada garrafa. A visita guiada (custa R$ 20, mas o valor pode ser convertido em crédito para compras na loja) vale pela belíssima cave, onde os vinhos envelhecem ao som de MPB.

Outra atração no centro de Flores da Cunha é a Vinícola Salvador (vinicolasalvador.com.br). No prédio de uma antiga fábrica decorado com várias obras de arte destaca-se a figura do deus Baco pintada ao fundo. Ali, é possível sentar entre tonéis de madeira e degustar os vinhos gratuitamente.

Nem só de luxo vive a região. Há aproximadamente 190 vinícolas, muitas delas de pequeno porte e mais afastadas da zona urbana, que podem ser visitadas gratuitamente. Várias ainda fazem vinhos com uvas americanas, consideradas rústicas em comparação às espécies viníferas vindas da Europa. Mas, aos poucos, ganha força a ideia de que é melhor produzir menos e com mais qualidade.

Na Vinícola Fabian (vinhosfabian.com.br) o visitante degusta a bebida ainda sem rótulo, com apenas uma etiqueta identificando a variedade da uva. Vinho da casa, o Gran Fabian 2005 foi premiado com medalha de ouro na sexta edição do Concurso Internacional de Vinhos do Brasil - custa R$ 90.

Algumas vinícolas estão investindo também na harmonização dos vinhos com pratos típicos da região. É o caso da Monte Reale, onde é possível provar menarosto, prato à base de carnes de codorna, frango e leitão, assadas em um grande espeto. A iguaria é acompanhada por massa, polenta e saladas. Os jantares na vinícola custam R$ 60 por pessoa, com vinho e sobremesa incluídos.

Para hospedagem, o Hotel Flores da Cunha (hotelfloresdacunha.com.br) tem diária a partir de R$ 199 por pessoa. Além de restaurante italiano, o hotel tem bar de vinhos. / A.R.

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