Fórmula caribenha na agitada Cancún

Um pedaço de terra de cerca de 25 quilômetros, ligado ao continente pelas extremidades, tendo de um lado o mar azul turquesa do Caribe e do outro a Lagoa Nichupté. Isso é Cancún, cidade do Estado de Quintana Roo, um dos três que formam a Península de Yucatán. Uma terra esquecida até a década de 1960, quando o governo mexicano resolveu investir para fazer do local uma opção à então badalada Acapulco.

CANCÚN, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2012 | 03h10

O investimento deu certo. Nas últimas quatro décadas, Cancún se tornou um dos principais destinos turísticos do mundo. O clima é perfeito quase o ano todo, exceto pelas ameaças de furacões entre setembro e novembro. A areia branca da praia convida a uma caminhada tranquila e o mar de temperatura agradável, que exibe diferentes tons de azul, faz com que seja impossível resistir a um mergulho.

Embora tal combinação seja suficiente para satisfazer qualquer mortal, Cancún tem mais a oferecer além de sol e mar. Não faltam pontos turísticos que misturam beleza natural, cultura ancestral, luxo e glamour.

Porta de entrada do mundo maia, Cancún tem outros sítios arqueológicos próximos além de Chichén Itzá: El Rey, Tulum, X-Caret. Pode-se contratar excursões programadas com guia por um custo econômico. Evite comprar pacotes nos hotéis, geralmente bem mais caros.

A chamada zona hoteleira tem opções para todos gostos e bolsos. A infraestrutura oferecida - serviço de praia, sistema all-inclusive - acabam ajudando na hora da escolha. Alguns têm restaurantes de tamanho destaque que são abertos até a quem não está hospedado ali.

É o caso do La Casita, no The Ritz-Carlton, ideal para quem quer um jantar romântico. As refeições noturnas são servidas em cabanas na praia, com uma linda decoração e serviço impecável. A lagosta caribenha em cana-de-açúcar e manteiga de alho e ervas sai a US$ 60. Já o aluguel das cabanas, que acomodam até 12 pessoas, é de US$ 125.

Em Cancún, além dos tradicionais tacos, burritos, tortillas e quesadillas (que ganham qualidade na versão original mexicana), prepare-se para se fartar de peixes e frutos do mar. Tome cuidado, no entanto, com a pimenta, muito apreciada por lá - especialmente a habanero, uma das mais fortes do mundo. Se você não é muito chegado no tempero e o garçom garantir que o prato leva "só um pouquinho" de pimenta, o melhor é passar longe. O "pouquinho", normalmente, não é tão pouquinho assim.

Comprar, comprar. Prepare o cartão de crédito. Cancún é uma área livre de impostos e o centro comercial conta com shoppings com mais de 500 marcas, além de variedade e qualidade nos artesanatos de todo o país. Entre as opções para terminar o dia repleto de sacolas nas mãos estão Plaza Caracol, Luxury Avenue, La Isla... Neste último, vale gastar um tempinho extra na Boutique Palacio - loja conceito de departamentos aberta em 2010.

Ainda há a vantagem de o centro comercial ser bem próximo da zona hoteleira. Aliado a um serviço de transportes urbano econômico e eficiente, é a combinação ideal para terminar os dias de férias sem correr o risco de deixar nenhuma encomenda para trás. As rotas de ônibus funcionam até a meia-noite e percorrem todo o centro da cidade até a zona hoteleira. Os táxis têm preço acessível e são boa opção para aproveitar as baladas da cidade, que fervem todas as noites.

Animação garantida. A vida noturna em Cancún é um capítulo à parte. Há inúmeras casas noturnas e bares, todos próximos uns dos outros - uma espécie de "shopping da diversão". Señor Frog's e Coco Bongo são as mais famosas - a primeira é um bar que durante o dia funciona apenas como restaurante e só entra no clima baladeiro à noite. Já Coco Bongo é uma balada hollywoodiana. Entre uma música eletrônica e outra, há performances de covers de Madonna, Elvis, e de cenas de filmes como Moulin Rouge, Piratas do Caribe e O Máscara. Para ficar na área reservada, longe da muvuca, espere pagar de US$ 110 a US$ 130. / SANDRA REGINA CARVALHO

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