Geiranger

Bem-vindo aos fiordes

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 03h00

GEIRANGER - Todo o caminho até Geiranger, um povoado com apenas 250 habitantes na cidade de Stranda, é uma atração por si. Visto da janela do carro, o gelo parece que vai despencar dos paredões montanhosos a qualquer momento. A sensação de imersão completa na natureza aumenta quando descemos para ver a vista do mirante Ornesvingen (oesta.do/ornesvingen). Difícil não fazer uma selfie no local, mesmo com o vento forte atrapalhando.

É de Geiranger que sai o navio que cruza o fiorde homônimo e leva também a Stryn, no fiorde vizinho de Sogne. A caminhada até o embarque é curtinha, mas você pode parar para conhecer a cachoeira, as lojas de roupa, cafés e uma simpática casa de chocolates. A viagem dura 1h30, tem até quatro partidas diárias no verão e custa 205 coroas (R$ 78).

Antes de embarcar, porém, aproveite para conhecer um atrativo diferente, escondidinho dentro do Hotel Union (hotelunion.no). O dono da hospedagem, Karl Mjelva, coleciona carros antigos que circularam pela região entre 1920 e 1930. Um deles pode ser visto logo na recepção. Outro faz as vezes de uma grande mesa, onde são deixadas xícaras e pratinhos para o café. Outros oito, entre um Cadillac 1919 e um AA Ford de 1929, estão expostos em uma pequena sala onde funciona o Museu Veteran Car (oesta.do/veterancar). Há também documentos antigos de gigantes do ramo, como Shell, Tiger e Esso, e fotografias da época. 

Como não poderia deixar de ser, a decoração de outras partes do hotel são inspiradas no mundo automotivo. O bar, por exemplo, é uma animada oficina mecânica com mesa de bilhar, decorado com pôsteres, rabiscos na parede e uma bomba de gasolina antiga da Texaco.

De volta ao barco e aos fiordes, o cenário não poderia ser mais bucólico. Cercado por montanhas cuja vegetação mal se distingue das rochas, o canal parece não ter fim. O vento forte faz o corpo se inclinar para trás sem esforço – mais uma prova de que luvas e gorro são indispensáveis. Se estiver muito gelado, corra para a parte interna da embarcação, com poltronas quentinhas. Mas não por muito tempo: a paisagem que se vê do lado de fora, formada por cachoeiras, penhascos e fazendas abandonadas vale o nariz gelado – depois, é só se aquecer com um café. Mais: geiranger.no.

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