Tânia Rabello/AE
Tânia Rabello/AE

Glamour no deserto

Sol o ano todo, resorts à beira-mar, natureza exuberante. Los Cabos convida a dias de muita mordomia, em um cenário de pura tranquilidade

Tânia Rabello ,

06 Setembro 2011 | 01h00

CABO SAN LUCAS - É estranho chegar a Los Cabos. Nosso cérebro tropical, tão acostumado a associar praia e floresta, não consegue se convencer de imediato que praia e deserto também compõem belas paisagens. Mas, aos poucos, a mente se acostuma. E percebe que aqueles cactos e toda a vegetação que, à distância, adquire um tom marrom-acinzentado dão, em vez de samba, uma seresta de mariachis. Afinal, estamos no México.

 

Los Cabos não é um município, e sim uma região no extremo sul da Península da Baja California, que reúne San Jose del Cabo, Cabo San Lucas e Cabo del Este. Um corredor turístico de alto luxo e um dos destinos mais procurados do México, tendo a leste o Mar de Cortez e a oeste o Oceano Pacífico.

 

Entre muitas rochas, cactos, areia e mar, o polo turístico onde antes havia uma pequena vila de pescadores foi se instalando porque dispõe de algo fundamental: sol praticamente o ano todo.

 

Curioso é que o que seria um calor abrasador, dada a proximidade do deserto, é amenizado pelos ventos do Pacífico, que, constantes, dão conta de refrescar o viajante e às vezes tomam a forma de tormentas tropicais e até furacões. Por isso, antes de fechar a viagem, é bom ver a previsão climática.

 

Reserva marinha. A intensificação do turismo animou a própria população local a cuidar mais do ambiente e a criar, por iniciativa própria, o Parque Nacional Cabo Pulmo, reserva marinha instituída em 1995 e que, desde então, quintuplicou o número de espécies aquáticas na região. Por isso, o mergulho é passeio indispensável.

 

Voltando à árida paisagem e sem contar quando chove, o verde é garantido nos campos de golfe, que se espalham ao longo da estrada que sai do Aeroporto Internacional de Los Cabos. A grama brota verdinha, zelosamente irrigada, e o esporte faz a festa dos turistas norte-americanos, ainda maioria na península, embora, com a crise nos Estados Unidos o "spanglish" comece a ceder espaço ao "portunhol" dos brasileiros, que já são a terceira nacionalidade a visitar os três cabos. Em segundo lugar estão os canadenses.

 

O que fazer, afinal, por ali? Se o objetivo for apenas descansar, ficar de papo para o ar, namorar, curtir uma lua de mel, os 30 resorts espalhados ao longo do corredor turístico garantem toda a infraestrutura. Spas, massagens, jantares românticos à beira-mar, redes sob quiosques para uma siesta na praia, piscinas de borda infinita, muita guacamole e outros pratos típicos mexicanos, regados a drinques à base de tequila, além de confortabilíssimas espreguiçadeiras.

 

No Las Ventanas Al Paraíso, por exemplo, os hóspedes dispõem até de mordomo próprio - sim, eu tive um. Aliás, dois mordomos só para mim.

 

Eram duas "mordomas": as simpáticas, prestativas e discretas Tzitziré e Claudia. Discretas porque não ficam atrás de você o tempo todo, seguindo seus passos para atender às suas necessidades. Simpáticas e prestativas porque surgem, sorridentes, em poucos segundos, caso você precise. Mesmo que seja apenas levantar a mão, acenar da espreguiçadeira e pedir: "Más un tequila, por favor?"

 

 

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